Alckmin acusa Lula de manter política econômica que criticou quando oposição; Lula assegura que fez gastos necessários

Durante o último bloco do debate da TV Bandeirantes, os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, foram questionados pelo jornalista Joelmir Beting sobre "como, onde, quando e em quanto" reduzirão os gastos do governo, candidatos divergiram sobre as condições econômicas do País.Alckmin atribuiu a taxa de 3% de crescimento ao ano do Brasil à má gestão fiscal do dinheiro público. O tucano disse que Lula prevê ainda mais gastos e impostos mais altos no orçamento de 2007. Segundo Alckmin, o Brasil precisa crescer 7%, como, segundo ele, fazem os demais países emergentes do mundo. "Vou fazer o ajuste necessário para o Brasil crescer, melhorar saúde, educação e segurança. É a eficiência no gasto público."Lula assegurou que já cortou os gastos necessários e que o Brasil pode crescer até 5%. "Agora que construímos a base, controlamos a inflação, recuperamos a indústria, o País pode crescer".O presidente disse que continuará investindo em pólos siderúrgicos, em energia (como o biodiesel) e na geração de milhares de empregos. Segundo ele, o emprego é um dos pontos mais importantes de seu governo, pois é ele que "dá dignidade ao cidadão". Lula disse que continuará investindo em escolas técnicas e universidades, pois só assim o Brasil será "um exportador de inteligência".Alckmin criticou Lula por ter mantido a mesma política econômica que criticou quando era oposição. Disse, ainda, que o País não tem credibilidade e que "o câmbio está levando à desindustrialização do Brasil."Em suas considerações finais, o presidente agradeceu o povo brasileiro e disse estar "convencido que poderá fazer muito mais e muito melhor", pois os "alicerces já estão preparados".

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