Alckmin acusa Lula de não aprovar o Fundeb

No segundo bloco do debate realizado, nesta segunda-feira, pela Rede Record, o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe ao debate o tema educação. Lula iniciou dizendo que "o ProUni tem sido um sucesso extraordinário no País", para então perguntar ao candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) sobre sua proposta para a educação.Alckmin disse que fez "algo como o ProUni antes". Ela citou as bolsas para a universidade, onde o governo e as instituições de ensino dão a verba para o aluno estudar de graça. O tucano afirmou que irá investir, principalmente, na educação básica, fundamental e médio, e citou melhorias feitas em sua gestão, também ressaltando que vai ampliar as creches. "Ampliei as escolas técnicas, levei a Unesp para todo o interior e a Unicamp para Limeira".Na réplica, Lula disse que aumentou de oito para nove anos o tempo de permanência das crianças na escola. Ele também prometeu que, se reeleito, criará o piso nacional dos professores, para estimular a classe. Além disso, o petista afirmou que levou diversas extensões universitárias para o interior do Brasil e alegou que pretende levar para cada cidade-pólo brasileira uma extensão universitária e uma escola técnica.Já Alckmin lembrou que Lula não aprovou o Fundeb. "Teve maioria para absolver mensaleiro, mas não para votar o Fundeb". "O Brasil andou para trás", continuou. O tucano disse que o governo petista "não deu seqüência a nenhum projeto do governo anterior". "Não se deu um passo a mais na questão educacional no nosso País", concluiu.Dor de denteAlckmin perguntou a Lula sobre o corte de R$ 1,5 bi na Saúde, em 2005. O presidente ironizou dizendo que "é a terceira vez que Alckmin pergunta isto", e afirmou que os investimentos na área subiram de R$ 28 bilhões para R$ 44 bilhões durante seu governo. Ele rebateu a acusação citando investimentos em hospitais, no Sistema Único de Saúde (SUS), no programa Farmácia Popular, atendimento domiciliar, além da política de saúde bucal. Segundo ele, "só tinha dor de dente neste País pobre, porque rico não tem", ao ressaltar que antes não havia convênio que previa atendimento bucal para famílias carentes."Lula acha que a Saúde está uma beleza, perto da perfeição", ironizou Alckmin, "mas nunca vivemos uma crise tão grande, é grave a situação do Rio de Janeiro", completou. "O candidato vem se vangloriar de vender insulina, o governo do Estado dá insulina. Damos material para diabéticos e aparelho para controle de glicemia em casa. O fato é que a Saúde piorou", avaliou o tucano.O petista rebateu dizendo que, de fato, o Estado faz, mas "com grande parte do dinheiro do governo federal. Se o Estado está fazendo é porque o governo federal está repassando mais dinheiro". Lula ironizou também a situação do Rio de Janeiro. "Quem te informou não merece crédito", sem citar a quem se referia. E continuou: "Ele sabe o que estamos fazendo nos hospitais do Rio. Estamos contratando funcionários porque ele não queria que seus funcionários atendessem em hospitais federais", ainda mantendo o mistério.

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