Alckmin acusa Lula de promover campanha do medo

O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acusou nesta segunda-feira o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de estar promovendo a campanha do medo nessas eleições. "A campanha inteira deles é sobre o medo, dizendo que o adversário poderá tirar o Bolsa Família. Primeiro, não vou tirar. E, segundo, minha prioridade é o emprego. Este é o desafio brasileiro", afirmou ele, no início da tarde, depois de passar a manhã gravando seu programa do horário eleitoral gratuito.Na campanha presidencial de 2002, cujo presidenciável tucano era José Serra, foi o PT que acusou o PSDB de fazer a chamada "política do medo".O tucano já havia encerrado a entrevista, concedida em frente da produtora que grava seus programas, mas voltou para falar com os repórteres e cobrar, mais uma vez, explicações sobre a origem do total de R$ 1,7 milhão, que seria utilizado na compra do dossiê Vedoin. "Já passaram 31 dias (da apreensão do dinheiro) e o Lula ainda não explicou a origem (dos recursos). Estão escondendo a verdade do povo brasileiro", destacou.E emendou: "Não tem governo que se sustente sobre a mentira. A população brasileira merece respeito e merece conhecer a verdade."O candidato defendeu também que as investigações a respeito do dossiê Vedoin tenham o monitoramento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme proposta apresentada pelo presidente nacional de seu partido, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "É uma segurança para a sociedade, porque essas investigações vão a passos de tartaruga."Questionado se o acompanhamento das investigações não levantaria suspeição com relação ao trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, o tucano desconversou: "A PF é uma boa polícia, mas o PT está escondendo (os fatos)."Alckmin discordou do ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Tarso Genro, de que a ética já é uma discussão exaurida. O tucano disse que a ética tem de ser discutida, porque não é uma questão secundária, mas sim programática. "O governo precisa ter princípios e valores, fazer mais e melhor para a população." E alfinetou: "Não vou discutir com o ministro. Deixe o Lula falar que eu respondo."

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