Alckmin alega reestruturação e esvazia Afif

Em meio ao desconforto que atinge o Palácio dos Bandeirantes pela migração do vice-governador Guilherme Afif Domingos para o PSD, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e aliados próximos agiram ontem para minimizar o primeiro sinal de esvaziamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnologia, tocada pelo vice.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2011 | 00h00

A pasta perdeu, anteontem, por meio de decreto publicado no Diário Oficial, o Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural para a Secretaria de Energia, tocada por José Aníbal. Na prática, a ação retirou poderio político do vice, que era efetivamente o coordenador do conselho e responsável por projetos de exploração de petróleo no Estado.

No entanto, o governador negou "questão partidária" na ação. "(Esvaziamento da pasta) é uma interpretação equivocada", afirmou, após evento no Palácio dos Bandeirantes. "Até porque, se você tem uma Secretaria de Energia, não tem como petróleo e gás não estarem dentro de sua responsabilidade", disse.

Aníbal fez coro a Alckmin e negou que houvesse intenção partidária na mudança. Ele afirmou, apenas, que a decisão é antiga e que a formatação e a atuação do conselho está em estudo.

Afif não compareceu ao evento e, procurado, preferiu não comentar o caso. Reservadamente, porém, aliados do governador não escondem a contrariedade com a decisão de Afif e afirmam que o vice passará, a partir de agora, a colher os frutos da migração para o PSD, que consideraram açodada. "Não dá para esconder que há um descontentamento", disse um tucano.

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