Alckmin anuncia ajuda às vítimas da favela Paraguai

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que o Estado pretende socorrer os cerca de 1,2 mil desabrigados do incêndio na favela Paraguai, na zona leste, ocorrido no sábado. Alckmin conversou com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Luiz Antonio Pacheco. Ficou acertado, segundo o governador, que serão construídos albergues em um terreno, de propriedade do Estado, no bairro do Sacomã, equivalente a 1 hectare de terra, para alojar provisoriamente os desabrigados da favela Paraguai. Os abrigos devem ficar prontos entre 15 e 20 dias. Enquanto isso, o governo do Estado deve pagar hotéis para os que ficaram sem moradia. A Prefeitura, segundo o governador, também deverá oferecer alojamentos às vítimas de incêndio na favela Zaki Narchi. Alckmin espera que a Prefeitura se encarregue de auxiliar as vítimas do incêndio na favela Zaki Narchi, na zona norte de São Paulo, que aconteceu ontem. Em janeiro começam a ficar prontos de 100 a 200 apartamentos, resultado de uma parceria entre o governo e a prefeitura de São Paulo para, no valor de de R$ 100 milhões. As moradias são destinadas a moradores em áreas de risco e ao desfavelamento. De acordo com o governador, muitos favelados resistem em deixar seus barracos porque as áreas do Estado disponíveis para moradia são distantes do centro da cidade, como Lajeado, Guaianazes e Iguatemi. "Mas o morador que concordar em se mudar, poderá ter seu apartamento logo", afirmou, antes de alomoçar no resturante Bom Prato do Brás, que oferece refeições a R$ 1,00. Alckmin disse que, como uma parte do terreno da Favela Paraguai pertence à Sabesp, há seis meses o governo já vinha oferendo moradia aos favelados. Porém, a maioria preferiu ficar perto do centro.

Agencia Estado,

24 de dezembro de 2002 | 16h46

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