Alckmin anuncia construção de Fábricas de Cultura

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo de São Paulo vão investir US$ 30 milhões (cerca R$ 95 milhões) na construção de nove "Fábricas de Cultura", projeto-piloto com o qual pretendem reduzir a violência em bairros periféricos do Estado, onde índice de vulnerabilidade juvenil (IVJ), ou risco de criminalidade entre os jovens, é maior. O BID vai entrar com US$ 20 milhões e o governo paulista com outros US$ 10 milhões.O governador Geraldo Alckmin anunciou hoje (segunda-feira) que o projeto não só será monitorado como avaliado pelo BID, já que, dependendo dos resultados, poderá ser implementado em toda a América Latina. As fábricas culturais contarão com cinemas, anfiteatros, bibliotecas e outros centros relacionados à cultura. Mas, de acordo com Alckmin, "nada tem a ver" com os CEUs (Centro de Educação Unificados) da prefeita Marta Suplicy."O CEU é uma escola formal. A fábrica (de cultura) será um complemento da escola, que é o que os pedagogos recomendam, porque terá maior número de ambientes de estudo e de entretenimento", respondeu o governador à Agência Estado, em entrevista no Palácio Bandeirantes, onde fez um balanço de sua recente viagem à China.De acordo com Alckmin, a primeira Fábrica de Cultura deverá ser concluída ao final deste ano. Sapopemba, Guaianazes, Itaim Paulista, Vila Curuça, Jardim São Luiz, Capão Redondo, Brasilândia, Jaçanã e Cachoeirinha serão os bairros beneficiados com as fábricas. Três estão programadas para o primeiro semestre de 2005 e outras três para o segundo semestre de 2006. O governo paulista acredita que pelo menos 300 mil pessoas serão beneficiadas de forma direta a cada ano e mais de 1 milhão de forma indireta. Os locais para a construção desses centros culturais foram definidos com base no IVJ, produzido pela Fundação Seade. O índice foi criado para auxiliar na escolha na área de intervenção, cujo objetivo é a inclusão social. O IVJ do Seade considera em sua composição os níveis de crescimento populacional e a presença de jovens entre a população, além de freqüência escolar, gravidez e violência entre jovens e adolescentes. A escala vai de 0 a 100, que mostra o distrito com menor ou maior vulnerabilidade, respectivamente.

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