Alckmin apóia câmbio e diz que governo Lula gasta mal

O candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu, em sabatina promovida pelo Grupo Estado, o câmbio flutuante e a manutenção das metas de inflação. "Não defendo câmbio fixo, tem que flutuar mesmo", disse o tucano, afirmando que é possível obter uma política fiscal melhor e ter taxa de juros mais baixas na política monetária. E voltou a criticar seu adversário na corrida presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta reeleição: "O governo (Lula) gasta muito e gasta mal".Em relação às metas de inflação, Alckmin disse que de fato, neste momento, não se pode mudar. "O Brasil não tem como abrir mão das metas de inflação, ela está correta, talvez no futuro possa se abrir mão, mas por enquanto não", afirmou. Mas este "futuro" seria em seu governo, caso eleito? "Não, não no meu governo, mais para frente", respondeu.Para Alckmin, as políticas fiscal, monetária e cambial andam em conjunto e "não podem ser vistas de forma isolada". "A política fiscal que já era ruim, Lula conseguiu aumentar. Temos hoje quase 40% de carga tributária, como pode?", questionou o tucano, dizendo ainda que caso Lula seja reeleito esse índice deve chegar em 40%. "A carga tributária vai aumentar mais, caso ele (Lula) seja reeleito. Assim o Brasil não cresce, o governo tira 40% do que a sociedade gera de riqueza, e o povo fica sem renda", ressaltou.Segundo Alckmin, a meta de seu governo, caso seja eleito, é reduzir o déficit nominal a zero. Admitiu, porém, que "talvez" não dê para cumprir este objetivo em quatro anos de governo, mas ressaltou que o importante é "ter como meta e reduzir". O tucano destacou, ainda em relação ao déficit nominal, que o governo "não pode gastar mais do que arrecada". "Não precisando fazer dívida a mais, dá pra renegociar melhor a dívida existente e ter uma situação fiscal melhor", pontuou Alckmin.O candidato tucano, em tom de otimismo, declarou ser possível uma política fiscal "mais firme", com política monetária com taxa de juros mais baixa, fazer o câmbio competitivo sem a necessidade de torná-lo fixo, e com isso "fazer o Brasil crescer". Assumiu ainda que a política fiscal, monetária e cambial "sempre vai ter que ter, seja do PT ou do PSDB".Mas destacou a diferença: "A diferença entre remédio e veneno é a dose". E voltou a criticar o governo petista: "Passam 25 anos dizendo que está tudo errado, aí assumem e não tem projeto. Aí a dose tem que ser mais alta, porque não tem credibilidade, e quem mede o veneno é a dose".

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