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Alckmin apóia força-tarefa e elogia ofensiva contra PCC

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) reúne-se agora à tarde, no Palácio dos Bandeirantes, com o ministro da Justiça Miguel Reale Júnior para assinatura de três convênios na área da segurança, além de iniciar a discussão da criação e implantação da força-tarefa no Estado. Será repassada à Secretaria de Segurança Pública paulista uma verba de R$ 29 milhões. Esse recurso, dos convênios, será aplicado nas polícias comunitária e científica e em equipamentos.Ao contrário da governadora do Rio, Benedita da Silva (PT), Alckmin não avalia a proposta de formação de uma força-tarefa como "intervenção" do governo federal. A sugestão foi feita, ontem, por Reale Júnior à governadora. "Nós vamos discutir também a implantação da força-tarefa, é importante para unir os esforços dos governos federal e estadual, em áreas que essa cooperação pode ajudar, como combate ao roubo de carga e o tráfico de armas e de entorpecentes", disse o governador.O combate à criminalidade, segundo Alckmin, será mais forte com a atuação conjunta. "O poder de polícia é do Estado, mas não significa que não possa haver cooperação com o governo federal, municipais e até com ONGs", disse Alckmin. Quanto mais integrada forem as ações, melhores resultados, na avaliação do governador. "Quando eu estive com o presidente Fernando Henrique Cardoso, em janeiro, sugeri a criação de forças-tarefas para atuar em casos específicos."?Guerra longa?Alckmin destacou também a atuação da polícia paulista, ontem, na megaoperação que mobilizou, além de 1,5 mil policiais militares e civis, o Ministério Público. "Por meio de escutas, autorizadas pelo Judiciário, um trabalho que levou vários meses, conseguimos desmontar o esquema do crime organizado de uma dessas facções criminosas", disse Alckmin, se referindo ao Primeiro Comando da Capital (PCC), mas sem nomear o grupo."Identificamos claramente as lideranças, que já foram totalmente isoladas, na penitenciária de sesgurança máxima, que conta com bloqueador de sinal de celular; prendemos quem estava do lado de fora, a mando desses criminosos, cometendo crimes, jogando bombas, fazendo seqüestros. Foram presos, inclusive, advogados que integravam o crime organizado, além de termos estourado várias centrais telefônicas", resumiu Alckmin. Ele avalia, no entanto, que haverá uma reação."O governo do Estado ganhou uma batalha, mas essa é uma guerra longa. Estamos enfrentando essas organizações criminosas - e isso é ´business´, é movido a dinheiro -, e tenho certeza de que elas vão ser desmontadas. O governo não vai retroceder, está preparado para a reação", disse Alckmin. Prova disso, na análise do governador, foi a ação executada ontem. "Ainda não acabou, o enfrentamento é permanente, mas mostrou a eficiência da polícia".

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