Alckmin ataca com dossiê; Lula ataca com CPIs

No segundo bloco, os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) fizeram pergunta um ao outro. O petista retomou a questão sobre as 69 CPIs que não foram implantadas durante a gestão do tucano no Estado de São Paulo, afirmando que o tucano não respondeu sua pergunta, acusando-o de ter impedido a investigação de fatos graves. "Governo tem obrigação de apurar todas as denúncias que recebe e eu nunca deixei de apurar nada", defendeu-se o petista.Alckmin respondeu lembrando o escândalo da tentativa de compra do dossiê contra os tucanos. "A questão do dinheiro não precisa fazer tortura para se descobrir. De onde vem o dinheiro da corrupção? O dinheiro foi pego em um quarto de hotel", afirmou. Ele desafiou Lula a chamar seus ´amigos do PT´ de 30 anos para explicar. O tucano disse ainda que Lula estava decorando as questões. O candidato do PSDB defendeu a não abertura de CPIs durante sua gestão, dizendo que isso não depende dele, mas de votação em plenário na Assembléia Legislativa. Ele defendeu o Rodoanel como a obra mais barata do País, na qual "o governo federal não colocou dinheiro". Alckmin lembrou que sua gestão foi aprovada por 69% da população paulista.Lula começou respondendo Alckmin com ironia sobre o fato de estar decorando as questões: "Você é que deve ter feito curso de psicodrama". O petista confirmou que não colocou dinheiro no Rodoanel porque, no Estado de São Paulo, investe em programas sociais. "Somos os únicos a investir no social. Os recursos do Dose Certa, por exemplo, vêm do governo federal", argumentou. O tucano continuou se referindo ao caráter do petista e se defendeu das acusações de omissão durante sua gestão no Estado: "assumi responsabilidade. Não me omito. Não jogo nas costas dos amigos os problemas do governo. As responsabilidades são minhas", afirmou.

Agencia Estado,

08 de outubro de 2006 | 21h17

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