Alckmin chama atentado de "covardia"

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou de "covardia" o atentado à bomba contra a sede da Secretaria de Administração Penitenciária, ocorrido ontem. O PPC (Primeiro Comando da Capital) assumiu a autoria do crime, que deixou cinco pessoas feridas. Já foram presos dois suspeitos, informou Alckmin. "A resposta de São Paulo ao PCC é que não vamos retroceder um milímetro no combate ao crime organizado e na desarticulação dessas organizações criminosas", disse Alckmin. "Vamos prender esses criminosos, responsáveis por esses atos covardes." Alckmin negou que os presos sejam submetidos a maus tratos, conforme denúncia do PCC.Essa crítica, segundo o governador, é de uma "total irresponsabilidade" já que o governo paulista tem aumentado o número de vagas nos presídios. Alckmin citou ainda o projeto de descentralização penitenciária, com a implosão do Complexo do Carandiru e a transferência dos detentos para 11 penitenciárias menores, o que diminui a superlotação, além da construção dos Centros de Detenção Provisórios (CDPs).Alckmin também rebateu a crítica do PCC em relação à transferência de presos, sem comunicação prévia ao Judiciário. "Essa tarefa é uma atribuição do governo. Aliás, a medida provisória do governo federal possibilita isso, a transferência primeiro e depois a comunicação ao Judiciário. É exatamente para desarticular o crime organizado", afirmou.O governador reiterou que não pretende falar sobre casos que estejam sendo investigados, como o do seqüestro e assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), ocorrido há cerca de um mês. "Não há ninguém mais interessado do que o governo paulista que a apuração seja rigorosa e rápida. Mas quem fala sobre o trabalho investigativo é a polícia", disse Alckmin.

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