Alckmin considera normal vaia de demitidos da Febem

As vaias de um grupo de aproximadamente 60 manifestantes coordenados pelo sindicato dos funcionários da Febem, hoje durante os desfiles comemorativos pelo Dia da Independência, foram consideradas normais pelo governador Geraldo Alckmin. "Demitimos 46 funcionários, na sexta-feira, e temos o dever de fazer isso quando a situação não está de acordo com nosso dever em relação à educação dos jovens", afirmou Alckmin. Alckmin disse que até o final do ano será desativada a unidade 31 de Franco da Rocha, após as já consumadas desativações da unidade 30 e de Paralheiros. "São 6.600 adolescentes, e fazemos grande esforço para administrar. Prova de que estamos acertando é que o número de retorno dos que saem da Febem vem caindo cada vez mais", observou o governador. Os ex-funcionários da Febem protestaram com palavras de ordem como "Fora Chalita", em alusão ao secretário da Educação, Gabriel Chalita, responsável desde janeiro pela administração do sistema da Febem. Eles também gritaram "Gari tem mais valor, gari governador", quando um grupo de garis desfilou após o final da exibição das Forças Armadas, no Anhembi, em São Paulo o(SP). Padre Marcelo Sobre o padre Marcelo Rossi, que deverá deixar a cidade nos próximos dias com destino ignorado devido a supostas ameaças de seqüestro, Alckmin afirmou que o governo oferece proteção especial, porém reservada. O governador informou que ele mesmo já foi vítima de mais de 30 ameaças, assim como sua família e o secretário de segurança, Saulo Abreu. "Por precaução, o governo estabelece sistema de proteção", desconversou sem dar qualquer detalhe acerca desse tipo de operação.

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