Alckmin critica a liberação de verba para segurança

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, atacou a forma de agir do governo federal, "sem planejamento", na liberação de verbas para a segurança pública de São Paulo. Ele afirmou que, apesar de ter sido positiva a liberação de R$ 100 milhões para a reforma de presídios e compra de equipamentos, "o governo age de forma espasmódica e os Estados ficam enxugando gelo". Alckmin disse que, na verdade, a verba não é exatamente de R$ 100 milhões, mas "R$ 50 milhões para o sistema penitenciário e outros R$ 50 milhões para equipamentos que nem se sabe quais serão". O candidato do PSDB reforçou a necessidade de planejamento na liberação de recursos, "porque não se pode depender de um grande voluntarismo". "Se o presidente quer, libera; se não quer, não libera", criticou ele.PropostasSe eleito, Alckmin disse que tratará a questão da segurança como nacional. "O tráfico de drogas, que está por trás de tudo isso, é uma questão de todo o País, da mesma forma que o tráfico de armas, por isso a questão deve se tratada como nacional. Não pode ser tratada na ponta. É preciso atuar na origem do problema." Alckmin disse que pretende tratar o problema de segurança pública com seriedade, principalmente agindo nas fronteiras, não só com a polícia federal, mas também com as Forças Armadas.O candidato do PSDB à Presidência também levantou a necessidade de mudanças na legislação. É preciso, segundo ele, um novo Código Penal, um novo Código de Processos e também a lei de execuções penais deve ser mudada. "Esta lei é muito dura hoje com preso pequeno, que poderia ter penas alternativas, e muita fraca com o crime organizado." Alckmin reclamou do fato de que, para se conseguir colocar um criminoso em regime especial, atualmente, "precisa autorização judicial, precisa ouvir defesa, precisa ouvir Ministério Público, o que leva pelo menos meio ano".CampanhaGeraldo Alckmin deu tais declarações em entrevista coletiva aos jornalistas que acompanharam sua caminhada de campanha eleitoral em Diadema, na região do ABC paulista, juntamente com o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra. Ambos reforçaram a necessidade da conclusão das obras do Rodoanel e criticaram o governo Lula por não ter liberado ainda verba de R$ 140 milhões, correspondente à participação federal projeto. Serra prometeu criar uma Fatec (faculdade técnica) em Diadema e também criar para o Estado de São Paulo uma agência de desenvolvimento, semelhante a um banco de desenvolvimento, responsável por repassar recursos do BNDES e coordenar projetos macroeconômicos para o desenvolvimento do Estado. Seria uma medida, disse ele, para combater a saída de investimentos do Estado em razão da guerra fiscal.Em Diadema, Alckmin lembrou que a cidade é a única no ABC na qual as pesquisas eleitorais mostram que ele perde para o candidato do PT à Presidência. Mas disse que, com o evento de deste sábado, reverteria este quadro. Os dois candidatos tucanos se preparam para uma caminhada em Santo André, onde a receptividade popular é maior do que na cidade anterior.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.