Alckmin critica atuação de Bastos na crise do PCC

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou a atuação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos diante da nova onda de ataques do crime organizado em São Paulo. Ele se queixou novamente da demora na liberação de verbas e disse que, como presidente, implementaria uma política federal mais consistente. "São Paulo trabalhou. Não me omito. Assumo responsabilidade. Não fujo do problema, muito diferente do governo federal que diz que o problema não é com ele", disse Alckmin. O tucano cobrou a construção de presídios federais, mas não quis comentar o fato de durante os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso também não terem sido construídos. "Levaram quatro anos para fazer um presídio que só tem um preso", disse o candidato, referindo-se à Fernandinho Beira-Mar, que está no presídio federal de Catanduvas, lembrando que o estado de São Paulo o manteve sob custódia a pedido do governo federal por quase dois anos. Alckmin disse que o Exército pode ajudar no combate à violência em São Paulo nos moldes pedidos pelo secretário de Segurança, Saulo Abreu: "O governo pediu para o Exército guardar as penitenciárias. Pode trabalhar junto, não tem disputa por comando." O candidato do PSDB disse mais uma vez que é preciso investigar se os ataques têm motivação política, mas não comentou se o PT pode estar por trás deles. O candidato faz campanha no Rio durante todo o dia e afirmou que pretende intensificar a agenda no Rio para conquistar votos. As principais pesquisas mostram que a candidata do PSOL Heloísa Helena está em segundo lugar no Estado, na frente de Alckmin e atrás de Lula nas intenções de voto.

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