Alckmin critica destaque ao PCC na imprensa

O governador em exercício Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, criticaram hoje a "parcialidade da imprensa" nas coberturas das rebeliões nos presídios paulistas do final do mês passado. ?A imprensa insiste em afirmar que os presos não trabalham, mas 50% dos 63 mil detentos dos presídios do Estado de São Paulo já estão trabalhando", argumentou Alckmin durante a cerimônia de inauguração de uma nova unidade de trabalho na Penitenciária 2 de Hortolândia.O governador afirmou que o destaque dado ao Primeiro Comando da Capital, organização responsável pelas rebeliões, tem sido exagerado. "O PCC não representa a maioria dos presos do sistema penitenciário", garantiu ele.Furokawa também questionou o papel que a "imprensa atribuiu" ao PCC e disse que as organizações criminosas "são minoria" dentro dos presídios. "A maior parte dos detentos quer cumprir sua pena e encontrar caminhos para se reintegrar na sociedade", afirmou Furukawa.O Presídio 2 faz parte de um complexo de três presídios em Hortolândia, com 860 presos, 720 dos quais trabalham em fábricas instaladas pela iniciativa privada dentro do complexo. Com instalação da unidade de trabalho inaugurada hoje e que vai fabricar peças para elevadores, o trabalho será estendido para 800 presos do complexo. Para Alckmin, "o trabalho é a melhor forma" de combater o crime organizado dentro dos presídios.

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