Alckmin critica PF e reclama de demora na investigação sobre dossiê

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou na manhã desta terça-feira, 26, a demora do governo e da Polícia Federal em prestar esclarecimentos sobre a origem do R$ 1,75 milhão com que os petistas negociaram a compra do dossiê Vedoin. Para o presidenciável tucano, o governo Lula é violento com pobre e condescendente com seus próprios interesses."Quando o governo quer, ele é violento e viola o sigilo de um moço pobre como Francenildo (caseiro que denunciou a República de Ribeirão e que culminou com a queda de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda). Agora, quando é contra gente forte e poderosa e os interesses do governo, aí ele é bem devagarinho, aí deixa para lá", afirmou em entrevista para a Rádio Capital.Alckmin criticou ainda o fato de o governo estar tentando empurrar as investigações e outras definições do País para depois da eleição. "Isso não tem nada haver com a eleição. A mesma coisa o caso da Bolívia. Vão deixar para conversar depois porque vai aumentar o preço do gás? Precisa esperar a eleição para não perder voto? O problema não é mais ou menos voto. O problema é responsabilidade, já que um crime foi cometido", afirmou.O ex-governador paulista voltou a criticar seu oponente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao repudiar a comparação do petista com Cristo. "É totalmente descabida (a comparação). Primeiro, é ofensivo se comparar ao filho de Deus. É uma coisa absurda. Depois, é jogar a culpa nos outros sempre dizendo que foi traído, se fazendo de vítima. O povo está cansado dessa falta de verdade", anotou Alckmin.O candidato do PSDB também falou da expectativa do debate desta quinta-feira, na TV Globo, no Rio. Sobre a possibilidade de Lula não comparecer, anotou que seu oponente deveria participar. "Seria uma oportunidade de explicar à sociedade todos esses fatos", disse, referindo-se aos escândalos do mensalão, valerioduto, Valdomiro Diniz, vampiros e sanguessugas.

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