Alckmin critica regra federal para reajuste

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou ontem o mecanismo de reajuste do salário mínimo. Para ele, o aumento baseado na inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes ocorre de forma defasada. "Eu acho que esse cálculo precisaria ser mais próximo do retrato atual. Como está, fica muito longe", disse, no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belém, zona leste da capital paulista.

Gustavo Uribe, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

Alckmin defendeu que o crescimento do PIB levado em conta para o reajuste seja sempre o do ano anterior. O governo federal já afirmou que isso não é possível, porque, na data de reajuste do salário mínimo, não estão fechadas as estatísticas oficiais sobre o crescimento do PIB no ano anterior.

O governador paulista disse também que o reajuste aprovado pela Câmara dos Deputados anteontem poderia ter sido maior. Questionado se votaria, caso fosse deputado, a favor de uma proposta de reajuste para R$ 560 ou R$ 600, ele esquivou-se: "Isso é tema do Congresso Nacional."

Alckmin encaminhou anteontem à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, projeto de lei que altera as faixas do piso regional estadual. As novas faixas são de R$ 600, R$ 610 e R$ 620, dependendo da ocupação do trabalhador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.