Alckmin declara 2º voto para Senado em Tuma

Declaração ratifica pacto entre PSDB e PTB selado na semana passada, pelo qual petebista passa a fazer dobradinha informal com o tucano Aloysio Nunes

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou ontem segundo voto para Senador em Romeu Tuma (PTB), candidato à reeleição. A declaração ratifica pacto realizado entre PSDB e PTB na semana passada, pelo qual Tuma passa a fazer dobradinha informal com Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

A declaração de Alckmin, dada após almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, foi gravada pela equipe de TV de Tuma, que deverá usar a fala do tucano no programa eleitoral. "Eu quero deixar claro. Vamos votar em dois senadores. Vou votar no Aloysio Nunes e no senador Romeu Tuma. Na questão de apoio em TV e rádio, precisa verificar a questão jurídica", disse Alckmin.

A preocupação dos tucanos com impedimentos legais tem como base a natureza das coligações do PTB. Em São Paulo, apoia informalmente o PSDB. Já em âmbito federal, está oficialmente na coligação do presidenciável tucano José Serra - brecha para incluir Tuma em santinhos.

"Na campanha nacional, nossas cédulas sairão com os dois senadores (Aloysio e Tuma). Na estadual, não poderemos fazer isso", observou Alckmin.

Na última pesquisa Ibope com números da corrida ao Senado, divulgada dia 17 de setembro, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) aparecem respectivamente com 36% e 34%, em empate técnico.

Aloysio subiu de 16% para 22% e saiu da situação de empate com Romeu Tuma (PTB). O petebista atingiu 18%. Tuma, com afonia, continua internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está desde o dia 1.º de setembro. Ele tem previsão de alta para esta semana.

Horário eleitoral. O programa de Alckmin, centralizou as críticas na administração do petista Sebastião Almeida em Guarulhos, como forma de atacar o principal adversário na disputa estadual, Aloizio Mercadante (PT).

Alckmin não falou sobre o assunto, tratado por um locutor que criticou a ausência de tratamento de esgoto na cidade e a cobrança antecipada do serviço por parte da prefeitura. "Guarulhos, uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes que não tem tratamento de esgoto. Mas o Mercadante diz que tem", afirma o locutor. "Em dez anos de administração petista, o tratamento de esgoto da cidade ainda é uma promessa. De acordo com a Cetesb, Guarulhos é responsável por 60% da sujeira que vai para o Rio Tietê até a barragem da Penha."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.