Alckmin defende modelo de contrato do Metrô com Consórcio

Dez dias depois do maior acidente ocorrido nas obras do Metrô de São Paulo, o ex-governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), falou, com exclusividade ao Estado, sobre o desabamento que vitimou oficialmente seis pessoas e descartou que o desastre possa ter ocorrido em razão do tipo de contrato - turn key (preço fechado) - firmado durante sua gestão no Executivo paulista com o Consórcio Via Amarela. "Esse tipo de contrato é uma exigência do Banco Mundial (um dos financiadores do projeto da Linha 4-Amarela do metrô) e é feito no mundo inteiro", destacou.Além de defender o modelo de contrato utilizado na linha, o ex-governador disse que o momento é de solidariedade às famílias das vítimas. "A palavra mais importante nesse momento é de solidariedade às vítimas e às famílias das vítimas desse acidente." Alckmin negou que o desabamento das obras da futura Estação Pinheiros do Metrô tenha trazido também qualquer desgaste na sua relação com o governador José Serra. "Eu telefonei ao Serra no dia seguinte do acidente e falei que todas as providências estavam corretas. O governo (estadual) agiu de maneira correta."Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, Alckmin também não acredita que o desabamento das obras do Metrô possa ser considerado uma das piores recordações de seus anos de governo à frente do Executivo paulista. "Não sou governador (de São Paulo) há mais de dez meses", justificou. E continuou: "A linha 4 do metrô continua sendo, na minha opinião, a mais importante do sistema metroviário de São Paulo, pois transportará (quando concluída) cerca de 900 mil passageiros por dia e será ponto de integração com outras linhas. Lamentavelmente ocorreu essa tragédia."Questionado se poderia ter ocorrido algum erro na condução da obra ou nos métodos de engenharia empregado, disse: "É precipitado dizer qualquer coisa neste momento, não vou entrar nas questões de engenharia, precisamos aguardar os laudos da investigação."O tucano afirmou, ainda, que o contrato turn key se refere apenas ao preço fechado e não à fiscalização das obras. Na sua opinião, o Metrô tem uma gerência apenas para a linha 4, enquanto o contrato firmado em sua gestão determina também a fiscalização por uma empresa externa. "Portanto, temos duas fiscalizações, uma do Metrô e outra externa."

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