Andre Dusek/AE
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Alckmin defende Serra no comando de instituto tucano

O ex-senador Tasso Jereissati (CE), porém, foi indicado por tucanos para a presidência do Instituto Teotônio Vilela

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Em conversas para a composição da nova Executiva nacional do PSDB, o governador paulista, Geraldo Alckmin, passou a defender o nome do ex-governador José Serra na presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV).

A tese, que surgiu pela primeira vez logo após a derrota de Serra na disputa pela Presidência em 2010, ganhou força com o aval recente de Alckmin e foi discutida anteontem, discretamente, em dois encontros promovidos por tucanos: em reunião na casa do deputado Reinaldo Azambuja (MS) e no aniversário do líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP).

Para os tucanos paulistas, a presidência do ITV, núcleo de pesquisas e estudos do partido, é uma forma de prestigiar Serra na composição da Executiva nacional, a ser eleita no dia 28. Alckmin e Serra voltariam ontem de Brasília no mesmo avião. De acordo com aliados, o governador pretendia sondar mais uma vez Serra sobre o tema.

A presidência do ITV, no entanto, vem sendo pleiteada para o ex-senador Tasso Jereissati (CE). Ontem à noite, Tasso reuniu-se com a bancada de senadores no gabinete de Aécio Neves (MG) para discutir o tema. "Viemos aqui trazer o pedido da bancada para que Tasso aceite a presidência do ITV. E ele aceitou a indicação. Esperamos que o nome dele seja referendado na convenção nacional", disse à noite a senadora Marisa Serrano (MS).

O senador mineiro também quer a reeleição do secretário-geral, deputado Rodrigo de Castro (MG). Mas aliados de Serra dizem que, para a nova direção partidária estar equilibrada entre as diferentes forças do partido, a secretaria-geral deveria ficar com alguém do grupo.

Para eles, o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), está atualmente mais próximo do senador mineiro. Guerra deve ser reconduzido na convenção nacional do partido. Nos últimos dias, os tucanos promoveram reuniões para discutir a composição da Executiva, principal órgão da direção partidária.

Na reunião na casa de Azambuja, parlamentares de outras regiões do País também questionaram a participação de outros Estados na Executiva - estavam presentes um deputado mineiro e um paulista. Foi criticada ainda a antecipação da eleição de 2014 e a necessidade de o partido focar, neste momento, a disputa municipal do ano que vem.

Depois do encontro, parte do grupo seguiu para o aniversário de Duarte Nogueira. Guerra, Aécio e o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira encontraram-se no apartamento do tucano, onde as conversas continuaram.

Parecer. Na esteira das discussões sobre a Executiva, começou a circular na bancada de deputados do PSDB um parecer que questiona a possibilidade de reeleição de Guerra. De acordo com parlamentares que viram o documento, o texto destaca o artigo 23 do Estatuto do PSDB para defender a tese de que não é permitida mais uma recondução.

O argumento é que o presidente do partido só poderia ser eleito para um mandato de dois anos, prorrogável por mais um.

Guerra foi eleito em 2007 e teve o mandato prorrogado em 2009. Portanto, não poderia mais ser reeleito. O texto seria usado em caso de não haver acordo na composição da Executiva./ COLABOROU CHRISTIANE SAMARCO

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