Alckmin desautoriza propostas de Nakano

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, desautorizou as recentes declarações do economista Yoshiaki Nakano, responsável pela elaboração da proposta de governo na área econômica do PSDB. O economista defendeu nesta terça-feira, em palestra na Fundação Getúlio Vargas, o equilíbrio entre o juro interna e as taxas externas, a fim de equilibrar a conta de capitais do País; um câmbio flutuante, porém administrado; o controle de capitais de curto prazo; e o corte nas despesas correntes em 2007 da ordem de 3% do PIB (R$ 60 bilhões).Em relação ao projeto de corte de despesas correntes em 2007, o candidato declarou à imprensa que "isso não consta do meu programa". Sobre as demais propostas , Alckmin foi ainda mais categórico: "pelo (eventual) governo só falo eu". PrivatizaçãoO tucano também atribuiu ao "desespero" do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, as recentes declarações de que ele, Alckmin, pretende privatizar empresas estatais. "O presidente está em desespero, isso é mentira. Eu não vou privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobrás", afirmou Alckmin. "Infelizmente a campanha do Lula é essa mentira sem parar", concluiu.O candidato tucano comentou ainda a entrevista dada hoje pelo seu adversário na Rádio Bandeirantes, na qual Lula admitiu que o que foi cometido contra o caseiro Francenildo Costa foi uma "grosseria." "É impressionante a tolerância do presidente da República com atos ilícitos. O que foi feito contra o caseiro não foi grosseria, foi um crime de violação de sigilo bancário cometido pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério da Fazenda", acusou Alckmin.Alckmin concentrou sua campanha nesta terça-feira em Minas Gerais, onde conta com a companhia do governador reeleito, Aécio Neves (PSDB), e do ex-presidente da República, Itamar Franco (sem partido).

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