Alckmin deve imprimir 'cara nova' ao governo

Governador eleito de São Paulo participará hoje, pela primeira vez, de[br]reunião do grupo de transição; pastas importantes terão novos nomes

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2010 | 00h00

Com as urnas da disputa pelo segundo turno presidencial encerradas, a passagem de bastão do governo paulista começa a tomar corpo a partir de hoje. O governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB), que se dedicou até domingo à campanha do tucano José Serra, participará pela primeira vez de uma reunião do grupo de transição.

O encontro, agendado para o escritório de transição na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, deve ser o pontapé inicial à formalização do gabinete de transição, além de estabelecer diretrizes para o trabalho dos quatro membros da equipe alckmista e do grupo criado pelo atual governador Alberto Goldman (PSDB).

Não há expectativa de definição de secretariado. Alckmin viajou anteontem para sua cidade natal, Pindamonhangaba (SP), no Vale do Paraíba, onde descansa em seu sítio, e não deu pistas de como será a composição de seu próximo governo.

Para correligionários, Alckmin acenou com uma composição entre seu grupo de aliados e a ala serrista que está no Palácio dos Bandeirantes. Contudo, a indicação é de que o tucano fará mudanças em pastas importantes para dar "cara nova" e "respiro" à sua próxima gestão.

O governador eleito retorna hoje do interior para a reunião, em que os principais interlocutores devem ser Luiz Antonio Guimarães Marrey, secretário da Casa Civil de Goldman, e Sidney Beraldo (PSDB), deputado estadual coordenador da campanha de Alckmin.

"A partir de agora o Geraldo dá as diretrizes. Ele está preparando o que tem até agora para dar sequência ao trabalho", observou o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), membro do grupo de transição alckmista.

Como primeiros passos da transição, os atuais secretários já indicaram um representante para levantar e detalhar informações de cada pasta para repassar ao grupo alckmista, que fará uma sistematização dos projetos em andamento para avaliar quais terão continuidade e quais serão suspensos.

Até o momento, o governador eleito já sinalizou com duas mudanças estruturais no Palácio dos Bandeirantes. Ao mesmo tempo em que pretende criar uma Secretaria de Gestão Metropolitana, uma de suas promessas de campanha, ele fará um corte no número de pastas durante seu governo.

A especulação dos nomes que devem assumir o comando das pastas, no entanto, continua "congelada" entre tucanos. Mas com os indicativos de botar uma "cara nova" em sua gestão, o resultado final deve ser uma ampla mudança nos quadros atuais.

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