Alckmin discorda de comparação feita pelo Financial Times

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, discordou da reportagem do Financial Times na qual ele e Lula não se diferenciam em termos de propostas. "Acho que somos totalmente diferentes: na maneira de governar, nos valores éticos, na visão de mundo, na questão macroeconômica, na política externa, na qualidade dos serviços públicos de saúde, educação e segurança. Somos bem diferentes". Outra diferença, segundo ele, é em relação à liberação de recursos para investimentos na véspera da campanha eleitoral, como fez Lula, como também no gasto do dinheiro público. "O presidente Lula assume uma política atrasada que é movida a processo eleitoral. E o povo brasileiro vai dar uma resposta muito forte. Me parece um tipo de política que precisa ser superada", avaliou. Viagem internacional Alckmin viaja neste domingo para Lisboa e Bruxelas e retorna na quarta-feira. Em Portugal, vai encontrar-se com o presidente português, Cavaco Silva e, em Bruxelas, com o presidente da União Européia, Barroso Durão. Segundo Alckmin, o objetivo da visita é abrir o diálogo, levar suas propostas e ouvir as autoridades européias.Alckmin considera a viagem à Europa "extremamente necessária" no início da campanha. " O acordo comercial Mercosul e União Européia é importantíssimo; precisamos avançar mais na questão de comércio exterior", disse. Na avaliação dele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou pouco nas negociações com a União Européia."Os acordos comerciais do Brasil avançaram pouco, e ainda tivemos retrocesso na questão do Mercosul, pois as questões políticas e institucionais foram agravadas. Ao invés de partirmos para uma maior competitividade entre os países do bloco caminhamos para maior protecionismo e com inúmeros furos na questão da União aduaneira", completou.Ele que pretende, se eleito, ter "grande ousadia e empenho" no comércio exterior e na política externa. "O comércio exterior, tanto a exportação quanto a importação, é fundamental para nossa economia. Precisamos ter uma enorme ousadia nesta área. Cada U$ 1 bilhão que exportamos são 60 mil empregos gerados aqui", disse, depois da reunião do Conselho Político de sua campanha.Alckmin não descarta o Acordo de livre comércio das Américas (Alca), desde que haja reciprocidade. "Nós podemos fazer um acordo desde que também o governo norte-americano diminua subsídio, permita a entrada mais fácil de nossos produtos".Ao enfatizar que teria passado um pouco o tempo da Alca, lembrou que os Estados Unidos já fizeram acordos diretos bilaterais com a América Central, com o Caribe ( com exceção de Cuba), Chile, Colômbia e com o Peru", disse. No entanto, disse que o Brasil não pode fazer acordos separados, mas no âmbito do Mercosul.

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