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Alckmin diz não acreditar em acordo do governo com PCC

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB a presidente, disse, em Ribeirão Preto, que não acreditava num acordo entre o seu sucessor, Cláudio Lembo (PFL), e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para interromper a onda de ataques no Estado. "Não acredito. Por quê? Que acordo é esse, se tem o líder de uma facção em penitenciária de segurança máxima, em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), e 740 presos da facção isolados numa penitenciária como Presidente Venceslau?", comentava ele, sem saber que o próprio Lembo confirmava a autorização dada para o transporte em São Paulo.Sem nada saber da declaração de seu sucessor, Alckmin ainda mencionava que 132 criminosos que estavam soltos foram presos recentemente após os ataques às forças públicas do Estado desde sexta-feira, 12, além de 83 mortos em embates com a polícia. "Que acordo é esse? Tem a vitória da polícia, ação firme que o governo está fazendo, não deve retroceder, e é importante", continuou o ex-governador tucano. "Infelizmente não é a primeira vez que isso acontece, e é uma questão nacional, pois segurança não tem fronteira de estado, e o problema de segurança hoje é no País inteiro e todos nós temos que estar unidos para esse trabalho."Alckmin disse que o assunto violência e criminalidade não devia ser colocado na questão eleitoral, mas citou dados referentes à sua administração e até de seu antecessor, o falecido Mário Covas, como os aumentos de investimentos do governo estadual na segurança pública e na administração penitenciária desde o início da gestão de Covas. E ainda citou dados de queda de homicídios dolosos, especificamente de Ribeirão Preto, onde estava, no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado: 59%. Na região de Ribeirão, neste ano houve queda de 46% de homicídios dolosos, segundo informou o ex-governador, que aproveitou para informar a aprovação de um projeto seu na Assembléia Legislativa, ontem, 16, autorizando aumentos salariais para as polícias civil, militar e científica. "Não é o salário ideal, mas é uma recuperação muito maior que a inflação, que foi de 4,5% em 2005", comentou ele. Um soldado, numa cidade com mais de 500 mil habitantes, por exemplo, o salário salta de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil.

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 18h10

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