Alckmin diz que Beira-Mar era só mais um preso

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira que não há "glamour" no fato de o Estado ter permitido a permanência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, na Penitenciária de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo. "Para nós, ele era mais um preso, nada mais do que isso. Se glamouriza muito. Era mais um bandido atrás das grades em regime disciplinar."Alckmin garantiu que o criminoso foi tratado como os outros detentos de alta periculosidade e reafirmou que São Paulo cumpriu seu papel para amenizar a crise de violência pela qual passou o Rio. "Ficou claro que é possível ter uma penitenciária de segurança máxima com isolamento eficaz do preso."Ele ressaltou que sempre defendeu que o governo federal construísse presídios de segurança máxima - para que a União pudesse socorrer os Estados -, como o que será feito no Piauí. "Beira-Mar é caso para penitenciária federal." O governador, no entanto, deixou claro que São Paulo não vai precisar abrigar nenhuma dessas unidades. "Temos nossas penitenciárias de segurança máxima."O governador voltou a defender alterações na Lei de Execuções Penais, como a mudança do tempo de regime disciplinar para os detentos de alta periculosidade. "Estou preocupado porque defendemos que o tempo (de regime diferenciado) seja de um sexto da pena. Se o Congresso aprovar o projeto de seis meses, o que é feito em São Paulo hoje não vai resolver a questão." Ele reafirmou que a Justiça é "dura com os pequenos e fraca com o crime organizado".O governador afirmou ainda estar preocupado com a intenção da União de proibir os depoimentos por videoconferência. "Será um retrocesso." Veja o especial:

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