Alckmin diz que Beira-Mar não fica em SP "de jeito nenhum"

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira que não pretende ?de jeito nenhum? atender aos apelos do governo federal para estender o prazo de permanência de Fernandinho Beira-Mar na penitenciária de Presidente Bernardes.?O que nós combinamos com o ministro da Justiça (Márcio Thomaz Bastos) foi bastante claro, que seria numa situação de emergência. Autorizamos por 30 dias (a estada de Beira-Mar), mas não há razão para prorrogar isso?, explicou.Na avaliação de Alckmin, já que o ministro Thomaz Bastos definiu que Beira-Mar não voltará para o Rio há outras possibilidades. ?A Polícia Federal pode cuidar do preso?, disse. ?Explicamos que ele (Beira-Mar) não pode ficar em Presidente Bernardes porque não cometeu crime em São Paulo.?Para o governador, o que importa não são apenas as instalações da penitenciária de Presidente Bernardes, com chapas de aço no subsolo paraevitar fugas, entre outros dispositivos de segurança, e sim o ?regime disciplinar?.?O mais importante é o regime disciplinar, e isso pode ser conseguido em qualquer penitenciária do Brasil?, explicou. Alckmin reafirmou que recebeu Beira-Mar por questão de responsabilidade esolidariedade com o Estado do Rio.O traficante foi do presídio de Bangu 1, no Rio,para a penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes no dia 27 defevereiro.Grupo de extermínioSobre a possibilidade da existência de um suposto grupo de extermínio, que seria formado por policiais da cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, Alckmin pediu cautela.?Vamos investigar, mas é preciso ter cautela, para não prejudicar pessoas que são inocentes?, disse. ?Se acusarmos e ficar provado que os policiais são inocentes, quem vai reparar a perda da polícia? Por isso é preciso investigar antes de acusar.?Segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro, já há uma força-tarefa atuando nas investigações do suposto grupo de extermínio em Guarulhos, com a presença de um promotor de Justiça da cidade.Sobre a possibilidade da existência de um cemitério clandestino na cidade, onde foramencontrados dois crânios, Saulo disse que há mais indícios que o local tenha sido usadopara ?desova? dos corpos, mas que isto também está sendo investigado. O secretário disse que o governo de São Paulo pune os maus policiais e quer acelerar a via rápida.Veja o especial:

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