Alckmin diz que dinheiro do dossiê vem do crime

Para o candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, o montante apreendido pela Polícia Federal - R$ 1,7 milhão que seria utilizado para comprar o dossiê Vedoin - é proveniente do crime e da corrupção. Em entrevista concedida ao Jornal da Record, o presidenciável declarou: "É evidente que isso é dinheiro do crime, isso é dinheiro sujo, da corrupção e eles (petistas) não podem falar a verdade." E questionou: "É muito triste, como é que vamos ter um governo que não pode olhar nos olhos dos brasileiros e não (pode)dizer a verdade?"O tucano voltou a cobrar explicações sobre a origem desse dinheiro, reiterando que houve um crime para prejudicar a sua candidatura e a de José Serra (governador eleito de São Paulo pelo PSDB). Citou, mais uma vez, que os petistas envolvidos no escândalo são próximos do presidente da República e seu adversário nessas eleições, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "É só chamar as pessoas do PT e perguntar quem deu essa fortuna de dinheiro para comprar o dossiê, é evidente que estão escondendo porque a verdade pode ser pior ainda."Alckmin não quis entrar na polêmica causada pela divulgação da gravação da conversa que o delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno teve com os jornalistas, na véspera das eleições do primeiro turno (sexta-feira, 29 de setembro), ao entregar o CD com as fotos do dinheiro apreendido pela PF. "O problema é do delegado", comentou. E voltou aos ataques: "O fato é que eles (petistas) foram pegos com a boca na botija, cometeram crime." Na sua avaliação, o governo Lula não é republicano, mas autoritário: "Todo governo que tem corrupção é autoritário."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.