Alckmin diz que episódio do gás na Bolívia criou insegurança jurídica

O candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, criticou nesta sexta-feira, em entrevista ao Jornal da Record, a política externa brasileira. Ele defendeu a importância de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, mas ressaltou que esse não deve ser o centro da política externa do País."O Brasil não conseguiu o Conselho de Segurança da ONU, perdeu a presidência do BID, perdeu a diretoria da OMC, não fez acordos multilaterais como (a rodada) Doha, não fez acordos com União Européia e Mercosul, e assistiu os Estados Unidos virem aqui do lado fazerem acordos com Chile, com Colômbia, com Peru, com Equador, com América Central, com o Caribe, e o Brasil perdendo mercado", atacou Alckmin. Ele defendeu a realização de acordos multi e bilaterais.O tucano aproveitou a oportunidade para criticar o episódio da expropriação dos ativos da Petrobras pelo governo boliviano, e acusou o País de esperar acabar as eleições para aumentar o preço do gás. Para ele, o caso criou uma insegurança jurídica no País que "espanta investimentos".

Agencia Estado,

20 de outubro de 2006 | 19h57

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