Alckmin diz que governo petista é para ´patota´ e vai para o ataque no debate

O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) concentrou sua campanha deste sábado na histórica cidade de São Vicente, na Baixada Santista. Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o tucano deu a entender que no debate da TV Bandeirantes que ocorrerá amanhã deverá bater pesado nos escândalos de corrupção ligados ao partido do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu governo. "O que a população quer saber é de quem é o dinheiro. De onde ele veio? Não tem que esconder as coisas", enfatizou Alckmin, numa referência ao R$ 1,75 milhão apreendido pela Polícia Federal com petistas que comprariam o dossiê Vedoin, com denúncias contra tucanos.Governo da patotaAlckmin negou que pretenda enxugar o quadro de funcionários públicos, como vem afirmando Lula em seus discursos. "É mentira. É mais uma mentira. Aliás, isso mostra o desespero." "Quando fui governador, aumentamos a polícia para quase 130 mil homens. Fizemos 19 hospitais. E não tem nada que dê mais emprego do que serviços. Fizemos os maiores concursos públicos para professor", destacou. Alckmin também alfinetou a gestão petista: "Eu não vou aparelhar o Estado. O governo não é para a patota. Não é para os amigos. O Presidente tem que ser amigo do povo, não dos petistas". Segundo ele, o PT promove o "aparelhamento do Estado", o que leva "à ineficiência" e "à corrupção". Foco do debateSempre que indagado diretamente sobre sua postura no debate, Alckmin limitou-se a responder: "Eu estou preparado." Mas deixou a entender, no decorrer da entrevista, que vai bater em duas teclas: na corrupção e na idéia de que pode fazer mais para o Brasil nos próximos quatro anos do que o adversário. Alckmin acusou o PT de tentar evitar que os fatos sobre a tentativa de compra do dossiê viessem à tona no primeiro turno e de manter a estratégia agora. "A população merece respeito", frisou. "Esse fato é mais um de uma série que vem acontecendo reiteradamente", atacou. O candidato também disse que a população está cansada de ver o mesmo tipo de reação do PT a cada nova denúncia. "Sempre jogam a culpa em alguém e afastam. Tiraram o José Dirceu, tiraram o (José) Genoino e agora tiram o (Ricardo) Berzoini. Sempre jogando a culpa em terceiros", afirmou. Em mais de um momento, o presidenciável prometeu "trabalhar de mangas arregaçadas". "O centro da questão é que o Brasil pode ir melhor, seja do ponto de vista ético, seja do ponto de vista da eficiência, da melhoria da qualidade da educação, da saúde, da segurança pública. O País pode crescer mais, não estamos condenados a crescer 2%", afirmou. Sobre a pesquisa Datafolha divulgada anteontem, em que aparece oito pontos atrás de Lula (54% a 46% dos votos válidos), o tucano vê sinais de que a eleição caminha para o empate e faz uma avaliação otimista. "O segundo turno começa agora e nós vamos ganhar a eleição."

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