Alckmin diz que não pedirá reforço na segurança pessoal

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje que não pretende pedir reforço na segurança pessoal, apesar de a polícia ter divulgado a gravação de uma conversa telefônica, feita por um detento de Ribeirão Preto, na qual, segundo a polícia, haveria a intenção de matar o governador. A gravação foi realizada em dezembro de 2002. "A resposta à ameaça de bandido é bandido na cadeia", afirmou Alckmin, acrescentando que já recebeu outras ameaças. ?Não é a primeira, nem vai ser a última, e o governo não retroage um milímetro", disse Alckmin. "Acho que nós temos que nos preocupar com a segurança das pessoas e isso implica no enfrentamento". Escuta autorizada pelo poder judiciário, realizadas pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) na Penitenciária de Ribeirão Preto captou ameaças ao governador, entre outras pessoas que estariam marcadas para morrer. O preso - que seria integrante de um grupo do crime organizado que atua nas regiões de Ribeirão Preto, Franca e São Carlos -, teria usado um telefone celular dentro da unidade prisional. Segundo informação divulgada ontem, a Dise levou cerca de oito meses no trabalho de investigação e escuta. Não é a primeira vez que presos usam telefones celulares dentro da Penitenciária de Ribeirão Preto. Alckmin disse que problemas na tecnologia de bloqueadores de sinal impediram a colocação do aparelho no local. Ele explicou que há basicamente dois problemas: ou o aparelho não bloqueia o sinal ou não limita o bloqueio ao presídio, afetando também o bairro ou a região. "As empresas estão trabalhando nisso e, resolvida essa questão, podemos comprar o maior número possível de bloqueadores, ampliando rapidamente o número de penitenciárias com esse aparelho", disse Alckmin. Ele espera que a questão seja resolvida até abril.

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