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Alckmin diz que não se intimida com ameaças do PCC

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que "nenhuma ameaça de bandidos fará retroceder, em um milímetro sequer, a determinação de aniquilar organizações criminosas no Estado". O governador se referiu às declarações de um preso que pertenceu ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em depoimento gravado pelo Ministério Público. No depoimento, o preso afirma que o PCC tinha planos de matar jornalistas e a filha do governador, explodir bombas em estações de metrô e reunir um grupo de menores viciados para invadir embaixadas. De acordo com Alckmin, a polícia de São Paulo vem fazendo um trabalho longo de investigação, em parceria com o Ministério Público, e identificou todos os integrantes do PCC que estavam dentro da unidades prisionais e que vinham comandando as atividades criminosas, colocando em risco a segurança da população."Os que estavam dentro das penitenciárias foram transferidos para lugares de segurança máxima e os que estavam fora, presos. Não vai mudar absolutamente nada", disse o governador, depois de entregar 24 viaturas - 12 picapes Blazer e 12 motocicletas - às polícias civil e militar da região de Taboão da Serra. Alckmin explicou ainda que não são de hoje as ameaças que ele e a sua família vêm recebendo. "Mas isso não fará com que a gente (a família) mude absolutamente nada", disse. O secretário de Segurança Pública, Saulo de Abreu Filho, esclareceu que as duas fitas gravas com depoimento do preso fazem parte de uma investigação que vem se arrastando há cinco meses. "para a polícia, não existe nenhuma novidade nessas declarações", disse. O secretário acredita que algumas declarações do preso são fantasiosas. "Ele faz um paralelo com o atentado de 11 de setembro, do Bin Laden, umas coisa meio megalômanas", afirmou.Abreu Filho disse ainda que o depoimento de uma única pessoa pouco vale. Para ele, esse preso era do terceiro ou quarto escalão do PCC, ninguém de grande relevância. O secretário disse ter estranhado a imprensa ter escrito sobre ameaça a jornalistas, já que o depoimento do preso fala de atentados de uma forma genérica. Segundo ele, as fitas estavam em poder da polícia há mais de 30 dias. "Trata-se de um depoimento antigo. Estranhei esse requentar (a imprensa) do depoimento, que não tem nenhuma novidade", afirmou.

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