Alckmin diz que seqüestro é "atentado político"

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, preferiu não comentar o seqüestro do jornalista da Rede Globo, Guilherme Portanova, por considerar que o ato "tenha características de atentado político". "Não vou falar porque se eu falar posso prejudicar a vítima", disse em evento de campanha numa igreja evangélica na Vila Carrão, zona leste de São Paulo."O que me cabe é aguardar e só vou me pronunciar depois", avisou. "Transmito minha solidariedade à família do jornalista, aos profissionais de imprensa e à TV Globo. Mas esse seqüestro tem todas as características de atentado político. Eu não vou fazer nenhum comentário enquanto não tiver resolvido essa questão".No sábado, o ex-prefeito da capital José Serra, candidato a governador pelo PSDB, disse que o Primeiro Comando da Capital tem uma relação de antagonismo com os tucanos. "Que o crime organizado tem hostilidade em relação ao PSDB, não tenho dúvida. Não sei se tem um componente político, mas que eles tem uma oposição e um antagonismo grande com o PSDB é um fato. O crime organizado não gosta do PSDB e isso aparece em todas as gravações e conversações que até hoje vieram a público." Serra, que fez campanha em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, não quis apontar os eventuais motivos que levariam o PCC a atacar o PSDB. "Para saber tem de entrevistá-los", concluiu.

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