Alckmin diz que vai espantar roubalheira de Brasília

O candidato do PSDB a presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou em palestra na Força Sindical que, se for eleito, a primeira coisa que pretende fazer é espantar a roubalheira de Brasília. "É preciso pôr a turma da picaretagem de lá (Brasília) para correr", reiterou, destacando que Brasília também tem uma turma séria.Na avaliação do tucano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior adversário nesta campanha, está cometendo um abuso permanente. "No governo federal vale tudo, e este péssimo exemplo já deveria ter sido abolido", emendou, citando como exemplo as recentes denúncias publicadas na imprensa sobre a utilização irregular de recursos da Petrobras e da Secretaria de Comunicação, vinculada ao Palácio do Planalto. "A Petrobras está sendo usada e abusada, e ela é do povo brasileiro."No encontro com os trabalhadores da Força Sindical, Alckmin falou que a eventual reeleição de Lula levará o País a quatro anos perdidos, sem crescimento. "No dia seguinte (da eventual posse de Lula), eles já estarão discutindo 2010. Serão mais quatro anos perdidos." Segundo ele, o Brasil tem pressa para crescer e é preciso fazer ajustes, sobretudo no campo econômico-financeiro. "O Brasil precisa de uma política monetária eficiente, de câmbio competitivo e juros baixos para o País voltar a crescer."Ainda na palestra, ao criticar a desvalorização do dólar frente ao real, Alckmin afirmou "só está bom no caso de quem toma uísque escocês ou vinho francês. Aí, está ótimo."O candidato insistiu que é preciso investir maciçamente em infra-estrutura para que o País não fique estagnado. "Se o Brasil não agir rápido, daqui a três ou quatro anos não teremos mais energia para suprir as necessidades do País", previu.Em rápida entrevista concedida após a palestra, Alckmin desconversou quando questionado sobre o tom mais agressivo que vem sendo imprimido à sua campanha. "Vamos manter a estratégia de mostrar não só as mazelas (do governo Lula), mas também as propostas para o futuro do Brasil. As críticas não são prioritárias, precisamos potencializar as vocações econômicas do País."

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