Alckmin diz ser favorável à implementação de reformas

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, em sabatina promovida pelo Grupo Estado, ser favorável à implementação de reformas como a política, tributária e previdenciária. Alckmin disse ser favorável ao voto distrital e a fidelidade partidária, criticou o modelo tributário, que permite que o ICMS tenha 27 leis e 55 alíquotas diferentes no País, e admitiu a necessidade de se fazer a reforma da Previdência. Em entrevista concedida à rádio CBN na semana passada, Alckmin havia negado a intenção de fazer uma reforma nessa área. "(É preciso) completar a reforma da previdência. Ela precisa ser feita", afirmou.O tucano disse que as reformas serão feitas no primeiro ano de seu governo. "Isso deve ser feito no primeiro ano, com time novo, com o empuxo das urnas, com mais legitimidade para poder implementá-las", disse. Segundo Alckmin, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, o País não vai avançar. "Já fui reeleito, e reeleição é um pouquinho mais do mesmo. Eu não acredito que essas reformas avancem. Acho que o Brasil vai ficar quatro anos, na hipótese de meu adversário ganhar, esperando a próxima (eleição)."Ele considerou positiva a cláusula de barreira. "Ao invés de termos 19 partidos com assento na Câmara, vamos ter oito, nove ou dez no máximo", disse. Questionado sobre qual seria sua política de alianças caso seja eleito, Alckmin respondeu: "não se faz aliança em torno de poder, mas sim em torno de propostas".Para Alckmin, o PT é um partido com viés "autoritário", que ganhou as eleições em 2002 sem projetos, cooptou partidos e esvaziou a oposição. "Mensalão é subjugar um poder a outro poder", opinou. Ele acusou o partido de incoerência. "Nós não somos incoerentes. Nós defendíamos a reforma da Previdência, e o PT foi contra. Eles ganharam a eleição e viraram a favor. Nós votamos a favor. Se não fossem os nossos votos, ela não teria passado." O tucano disse que o único projeto do PT é de poder. "Falta patriotismo, compromisso com os brasileiros, com a verdade, com princípios", disse.Alckmin não comentou as declarações do governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, que disse ser favorável a um pacto de entendimento nacional como o proposto por Lula. O candidato limitou-se a dizer que as eleições ainda não estão decididas. "O PT anda com salto muito alto, arrogante, achando que já ganhou, e isso é um desrespeito ao eleitor."

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