Alex Silva/AE
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Alckmin é eleito no primeiro turno e promete percorrer o País com Serra

Depois de tensão com relação a votos de adversários, candidato tucano comemora e agradece apoio recebido

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2010 | 00h00

Por volta das 22h30 de ontem, São Paulo conheceu seu novo governador. Geraldo Alckmin (PSDB) foi escolhido, com 99,9% das urnas apuradas, por 11.512.375 eleitores paulistas para gerir o Estado pelos próximos quatro anos. Alckmin acompanhou a apuração de casa, um apartamento no Morumbi, zona sul de São Paulo. Esteve com família e amigos próximos. Manteve o silêncio, sob o imbróglio da apuração de votos da soma de seus adversários, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Não sairia até que a corte confirmasse sua vitória.

Quando a margem de votos era suficiente, vizinhos de Alckmin passaram a gritar, em comemoração, das janelas dos prédios no Morumbi. O tucano recebeu uma ligação de seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT), para cumprimentá-lo pela vitória. Era o momento para descer para um rápido depoimento para jornalistas.

Alckmin agradeceu aos "companheiros de São Paulo e do Brasil", em reverência à militância do PSDB. "É uma grande honra servir a população de São Paulo", disse Alckmin. "Vamos fazer um governo que vai avançar ainda mais São Paulo."

E disse que vai percorrer o Brasil ao lado do presidenciável tucano José Serra durante o 2.º turno. "E queria agradecer, feliz, pelo Serra, que foi para o 2.º turno e nós vamos, a partir de hoje, ajudá-lo a percorrer o Brasil, ajudá-lo nesse 2.º turno. Estamos unidos por São Paulo e pelo Brasil."

Ao todo, Alckmin somou pouco mais de 50% dos votos válidos. Superou Mercadante, que atingiu 35,2%, em 3,5 milhões de votos.

Festa. À noite, emocionado, Alckmin discursou na festa do PSDB em uma casa de eventos na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O tucano repetiu os agradecimentos, em especial aos candidatos a deputado, eleitos ou não, e ressaltou o apoio que dará a Serra no 2.º turno.

"Vamos rodar a geografia do Brasil. Vamos suar a camisa. O máximo que podemos fazer pelo Brasil é José Serra presidente", exaltou o tucano para uma plateia de centenas de militantes. Serra, ao final do evento, agradeceu, em discurso, a "lealdade" de Alckmin durante a campanha.

Novo mandato. Esta deve ser a segunda gestão completa de Alckmin à frente do Palácio dos Bandeirantes. O tucano foi vice-governador de Mário Covas (PSDB), morto em 2001. Assumiu o governo paulista de 2001 até 2006, quando concorreu à Presidência contra Lula - e perdeu no segundo turno. Alckmin teve ainda uma segunda derrota, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2008, com um PSDB dividido e, em grande medida, jogando contra seu nome. Desta vez, gostava de exaltar na campanha, que estava com a sigla unida em torno de seu nome.

Confiança. Pela manhã, Alckmin mantinha um discurso de confiança em uma vitória no primeiro turno, e afirmou que iria "arregaçar" as mangas para entrar na campanha de José Serra no segundo turno para a presidência da República. Alckmin votou por volta das 11h30 no Colégio Santo Américo, no Morumbi, zona sul de São Paulo, acompanhado de sua mulher, Lu Alckmin, e de seus três filhos: Sophia, Geraldo e Tomás. Este último veio do México, onde trabalha, para ajudar o pai. "Precisamos de todos os votos possíveis. Eu não podia faltar."

Estiveram também com o tucano o governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e os candidatos Guilherme Afif Domingos (DEM), seu vice, e Aloysio Nunes (PSDB), que garantiria mais tarde uma das vagas de São Paulo ao Senado.

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