Alckmin e Marta pedem dinheiro para combater enchentes

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), apresentaram hoje à bancada paulista de deputados e senadores suas propostas de emendas para o Orçamento de 2002. Alckmin pediu R$ 98 milhões para combate a enchentes e Marta, R$ 47 milhões.Segundo o governador, o dinheiro será usado na construção de "piscinões" para escoamento dos rios que compõem, por exemplo, a Bacia do Alto Tietê e a de Pirajussara. A prefeita também quer os recursos para obras de drenagem e combate às enchentes na região de Pirajussara, onde moram cerca de 650.000 habitantes. Alckmin solicitou ainda R$ 58 milhões para serem investidos em segurança pública na construção de centros de detenção provisórios e centros de ressocialização para abrigar presos em regime fechado e semi-aberto.O governador pediu ainda R$ 80 milhões para a construção hospitais e aquisição compra de equipamentos para hospitais cujas obras já estão em andamento. De acordo com o governador, as propostas para a área de saúde apresentadas por ele complementam as apresentadas pela prefeita. Alckmin afirmou que optou por apresentar emendas pedindo verbas para a segurança pública porque esta é uma obrigação do Estado. Ele estima que, daqui a 60 dias, a população carcerária de São Paulo chegue a 100.000 presos.Já a prefeita solicitou cerca de R$ 27 milhões para obras de saneamento nas favelas Acnar, Beira-Mar, que pegou fogo recentemente, e Gato.Marta Suplicy deseja ainda R$ 80 milhões para investimento na área de saúde, porque, de acordo com ela, com a transferência dos serviços do PAS do Estado para o município o orçamento ficou insuficiente para atender à população.De acordo com o coordenador da bancada paulista no Congresso, deputado Paulo Kobayashi (PSDB), a expectativa é de que as emendas orçamentarias solicitando recursos para o Estado de São Paulo fiquem em torno de R$ 400 milhões. A intenção de Kobayashi é de que sejam apresentadas 20 emendas coletivas - quatro para a área de saúde do Estado e do município duas para a Prefeitura, duas para o governo estadual, e 12 cujo destino será decidido no voto pela bancada formada por 73 parlamentares.

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