Andre Lessa/AE
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Alckmin e Mercadante fazem duelo final na TV

Para debate de hoje na Globo, tucano se arma de números para possível [br]confronto com petista, que tentará calibrar discurso para atrair indecisos

Roberto Almeida, Adriana Carranca, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2010 | 00h00

À frente nas pesquisas e com chances de vencer no 1.º turno, o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, prepara um arsenal de números contra um possível confronto com seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT), no debate marcado para hoje, às 21h50, na TV Globo.

A principal preocupação tucana é tentar manter o índice de intenção de votos válidos de Alckmin, que chegou a 55% na última sondagem do Ibope, o que lhe daria a vitória de antemão. Alvo potencial dos demais candidatos, ele pretende se manter alheio às críticas às gestões tucanas no Estado, falar de projetos e preferencialmente perguntar a Fábio Feldmann (PV), o candidato com quem teve menos rusgas desde o início da disputa.

Por outro lado, o debate pode ser a última chance de Mercadante, caso não haja 2.º turno, para confrontar diretamente o tucano e arrancar votos. Nos últimos dois debates, realizados pela RedeTV! e pela Rede Record, Alckmin e Mercadante não duelaram. Pelas regras, o petista não teve chances de perguntar ao tucano e lamentou a falta de oportunidade de confrontá-lo.

Por isso, o petista vai ao debate com discurso calibrado para o eleitor indeciso e concentrará esforços em duas frentes de trabalho. Na primeira, ele tentará reforçar a sua imagem como "o candidato do presidente Lula" e reafirmar a promessa de "fazer por São Paulo o que Lula fez para o Brasil".

A segunda é partir para o confronto com Alckmin, colocando em xeque a gestão tucana em São Paulo.

Não está descartada uma tabelinha entre Mercadante e os demais candidatos contra Alckmin. Celso Russomanno (PP) e Paulo Skaf (PSB), que tentaram se consolidar como terceira via nos últimos debates e arrancar votos tanto do petista como do tucano, podem trabalhar para tirar votos apenas de Alckmin.

Em resposta a uma possível "tabelinha" entre Mercadante, Russomanno e Skaf, Alckmin disse ontem estar "zen" para o debate. "A população percebe essas tabelinhas. É tabelinha fraca", ironizou. "Estamos preparados", disse o coordenador de campanha do PSDB, deputado estadual Sidney Beraldo.

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