Alckmin e Serra fazem agenda conjunta

Ideia é consolidar possível segundo turno na disputa presidencial e,sobretudo, liquidar a eleição estadual no primeiro turno

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2010 | 00h00

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu início ontem a uma série de eventos que fará colados à candidatura do presidenciável tucano José Serra, a fim de empurrar a disputa nacional para um eventual segundo turno e, sobretudo, aproveitar holofotes para tentar liquidar a eleição estadual já no primeiro turno.

Em agenda discreta de campanha, preterindo o corpo a corpo com eleitores, Alckmin visitou o Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista, para exaltar a obra inaugurada por Serra em sua gestão como governador. "Ele (Serra) marcou um gol", disse Alckmin.

Descontraído e acompanhado de seu candidato a vice, Guilherme Afif Domingos (DEM), Alckmin disputou partida de pebolim contra dupla formada pelo ex-secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e pela campeã olímpica de salto em distância, Maurren Maggi. O resultado foi empate: 4 a 4.

Sobre um possível segundo turno na eleição nacional, Alckmin ressaltou que há chances de reverter o quadro. "Tudo caminha para isso", afirmou.

Os afagos a Serra, constantes nas agendas de campanha de Alckmin, serão reforçados hoje no evento "Unidos por São Paulo e pelo Brasil", na Mooca, zona leste de São Paulo, berço de Serra. O encontro marcará o encerramento da campanha tucana.

Amanhã Alckmin tem agendada viagem para o Rio, a fim de acompanhar, da plateia, Serra no último debate entre presidenciáveis, na TV Globo. No entanto, não deixará de fazer incursões pelo interior paulista.

Alckmin tem visitas agendadas a São José do Rio Preto e deve ir a Bauru. Tentará, nesse último esforço, consolidar a vantagem que tem sobre seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT). O petista chegou a 30% dos votos válidos, segundo a última sondagem Ibope, do dia 24.

Segundo a mesma pesquisa, Alckmin tem 55% dos votos válidos. Sua campanha vê com cautela a possibilidade de segundo turno - o tucano precisa de 50% dos votos mais um - e não pretende deixar margem para avanços inesperados dos concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.

O principal contra-ataque de Mercadante, com convocação divulgada no site do PT paulista, está marcado para o dia 30, em São Bernardo do Campo, num comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alheio à movimentação dos adversários, Alckmin encerrará a entourage com Serra no domingo. O candidato tucano ao governo paulista irá acompanhar o presidenciável do PSDB no Colégio Santa Cruz, na zona oeste de São Paulo, onde Serra vota. Alckmin votará no Colégio Santo Américo, na zona sul da capital.

Em seus últimos programas de TV, Alckmin tem tentado fixar o número 45, do PSDB, para o eleitor. Nos programas dos candidatos a deputado pela coligação, o tucano aparece criticando escândalos que envolveram o PT, como o caso dos aloprados e do mensalão.

Propostas.[ ] [/ ]Alckmin aproveitou a visita ao Museu do Futebol para falar de planos para o esporte. O tucano disse que irá ampliar o programa Escola da Família, que oferece bolsas a universitários, desde que, em contrapartida, trabalhem em escolas da rede estadual nos fins de semana. / R.A.

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