Alckmin entrega 700 apartamentos na zona leste de SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), entregou neste sábado 700 apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em Guainazes, na zona leste da capital. De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o Estado investiu R$ 20,4 milhões para a construção dos imóveis, que contam com 36,95 metros quadrados de área útil, cada. O empreendimento, que totaliza 980 apartamentos - dos quais 280 já haviam sido entregues -, beneficiou a Associação dos Policiais Militares do Estado de São Paulo (Apomi). O programa Pró-Lar Mutirão Associativo é destinado às famílias com renda entre um e dez salários mínimos, que residem no município há pelo menos três anos e que não sejam proprietárias de imóveis.Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, o Estado de São Paulo entregou apenas na zona leste 24.006 moradias no período de 1995 a 2002. Atualmente, 14.744 já foram viabilizadas com recursos de R$ 422,3 milhões. Em toda a Capital, o governo já entregou 39.469 moradias de 1995 a 2002.Serra e Marta"A gente pode conferir isto", disse com tom irônico o governador a respeito da afirmação do presidente Lula, de que se o presidente do PSDB, José Serra, concorrer à vaga de Prefeito da capital paulista este ano contra a atual prefeita Marta Suplicy (PT), ele perderia a eleição. O governador, no entanto, não quis antecipar se o presidente de seu partido disputará mesmo ao cargo. "Só ele pode responder isso. Nós não vamos pressioná-lo, nós vamos respeitar sua decisão", afirmou Alckmin. Para ele, Serra seria um ótimo candidato para governar a cidade. "Ele é um dos políticos mais completos, um dos quadros mais qualificados que o Brasil tem e está extremamente preparado. Seria um grande prefeito de São Paulo", disse.Governo e tucanosGeraldo Alckmin negou hoje ser alvo de discriminação por parte do governo Lula com governadores tucanos, conforme afirmou ontem o presidente do seu partido, José Serra. Serra teria reclamado também que não consegue marcar audiências com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci."Não tenho nenhuma queixa de audiências com Palocci, de jeito nenhum. O ministro da Fazenda, sempre que nós necessitamos, tem nos recebido. Eu não sei a quem o presidente José Serra se referiu", disse. Ele não acredita que haja problemas de repasse de verbas em função de os políticos serem de partidos diferentes. "Espero que não, porque isso seria uma política extremamente atrasada, uma coisa já superada no Brasil."Alckimin afirmou, no entanto, que há uma série de pendências da esfera federal com o Estado de São Paulo, como o Rodoanel, o Ferroanel e a ponte sobre o Rio Paraná que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul que, segundo o governador, "está paradinha da Silva". "Nós não recebemos ainda nem o dinheiro empenhado em 2002 para o Rodoanel. Ficaram de pagar em dezembro, depois em janeiro e agora fevereiro, mas não pagam", disse, justificando o atraso com as dificuldades econômicas pelas quais passou o País. "O ano passado foi o primeiro ano de governo e um período de aperto e de ajustes. O dinheiro foi muito curto. Este ano a gente vai poder vislumbrar isso melhor".

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