Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Alckmin equipará 30 penitenciárias contra celulares

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) reconheceu nesta terça que é difícil eliminar o uso de celulares nos presídios e cadeias de São Paulo. Ele admitiu que a entrada de aparelhos no sistema prisional pode ocorrer até por conta do número de refeições servidas, além de falha tecnológica dos bloqueadores: "Infelizmente, não temos a tecnologia para bloquear de maneira efetiva essa comunicação. O segundo (motivo), é a freqüência. Acaba entrando em outra freqüência e você não bloqueia o funcionamento", declarou.Alckmin afirmou que o Estado deve ampliar o número de equipamentos de raio X nas penitenciárias para coibir a entrada de celulares nos presídios. Por enquanto apenas duas das 128 penitenciárias estaduais possuem o equipamento. "O CDP (Centro de Detenção Provisória) de Suzano e a Penitenciária de Araraquara, com o raio-X, diminuíram extraordinariamente esse problema", disse.Cada aparelho custa R$ 90 mil a R$ 100 mil, segundo o governador. "Vamos comprar mais 30 equipamentos de raio X", afirmou.O governador disse ainda que os funcionários envolvidos em facilitação para a entrada de celulares em presídios estão sendo submetidos às leis. "Se alguém comete um crime, facilita a entrada de celular para alguém que está preso, cumprindo pena, ele vai ser punido, vai ser demitido. Isso é rotina", avisou.Apesar da denúncia feita pelo Ministério Público, que em trabalho com a Polícia Civil interceptou celulares de 46 detentos, em 18 presídios, Alckmin salientou que o número de fugas é pequeno em relação ao número de presos - 108 mil em penitenciárias e 25 mil em distritos policias. "Desses 108 mil, o número de fugas foi de 0,13% no ano passado, sendo que em penitenciária de segurança máxima é 0,00%. Onde se tem mais problema é cadeia, distrito policial", disse. Problema que o governador pretende eliminar na capital, onde existem 7.500 presos em carceragens de delegacias, até maio. "Para isso estamos fazendo 12 penitenciárias, simultaneamente", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.