Alckmin evita autocrítica sobre segurança em SP e dá respaldo a Saulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou nesta quarta-feira realizar uma autocrítica sobre a gestão na segurança pública, durante seu governo do Estado de São Paulo. Em sabatina promovida pelo Grupo Estado, Alckmin se esquivou de uma eventual mea-culpa e preferiu não mencionar quaisquer erros durante a sua gestão, além de evitar realizar crítica direta ao atual secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, nomeado por ele."Se eu tivesse (erros), eu já teria corrigido", afirmou Alckmin. "Eu sou admirador do Saulo. Claro que ele tem personalidade controvertida", disse. "Os estilos são diferentes, mas é um bom gestor", acrescentou, mencionando feitos de Saulo, como, entre outros, a extinção de unidades da Febem.Indagado sobre as recentes declarações do secretário, de que o PT estaria ligado aos recentes ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) a São Paulo, Alckmin limitou-se a dizer: "Aí é um assunto da polícia. Cabe a polícia investigar quais os interesses que estão por trás disso. Eu não vou fazer nenhuma ligação."E continuou: "É claro que o objetivo é uma guerra de opinião pública, uma luta para interferir no processo eleitoral de uma maneira muito clara."Questionado pela jornalista Elizabeth Lopes, da Agência Estado, se levaria Saulo para Brasília, se fosse eleito, já que o admirava, o ex-governador paulista se mostrou desconcertado e apenas afirmou que a indicação de nomes de ministros, sem a eleição consumada, "dá um azar danado". ´O PCC sempre existiu´Sobre a crise na segurança, o candidato tucano afirmou que organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), sempre existiram e que a diferença do Estado de São Paulo é que elas são enfrentadas. "O PCC não surgiu agora. E organização criminosa em cadeia, liderança, organização do crime, isso sempre existiu", disse. "Aqui, ele é enfrentado. É diferente", acrescentou.O ex-governador paulista negou que alguns componentes do governo tucano - antes da onda de violência promovida pela facção no Estado - teriam afirmado que o PCC havia acabado. "Um delegado fez essa declaração e eu quero dizer aqui o seguinte: essa é uma guerra que tem que vencer batalha todos os dias."Alckmin criticou também o policiamento de fronteira, coordenado pelo governo federal, de seu adversário na disputa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, segundo Alckmin, se omitiu na questão da segurança.De acordo com ele, caso eleito, será feita uma "união nacional" sobre a segurança, sem omissão do presidente. "Eu tenho um lado. O meu lado é contra o crime", ressaltou.Geraldo Alckmin abre o ciclo de entrevistas com os quatro primeiros colocados nas pesquisas sobre a disputa presidencial. O próximo sabatinado será o candidato Cristovam Buarque.

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