Alckmin fala de saúde a rádios do Norte do País

Em 50 minutos de entrevista a uma emissora de rádio do Amazonas, retransmitida ao Acre, Amapá e Rondônia, o candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), de um estúdio em São Paulo, criticou o programa eleitoral do adversário candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao que chamou de sua prioridade caso eleito: a saúde. "Depois do (ex-ministro da Saúde José) Serra, a saúde andou para trás, com o fim dos mutirões. As Santas Casas estão em dificuldades, a crise é geral".Alckmin ainda acrescentou: "Meu adversário dia desses disse no programa eleitoral que a saúde no Brasil está chegando à beira da perfeição. Ele não conhece um hospital do SUS, uma emergência, um pronto-socorro", afirmou. "O Aerolula vai virar cinco hospitais. Não adianta gastar R$ 150 milhões num avião de luxo tendo tantos hospitais ruins. Governar é escolher e eu vou escolher a vida das pessoas, melhorar a saúde, a educação e o emprego."Alckmin prometeu acabar com a crise dos hospitais universitários no País. Em Manaus, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) nas últimas semanas precisou encaminhar para outros hospitais pacientes que não tinha condições de atendimento. "O HUGV será uma das prioridades. Em Belém tem um hospital pronto do Sara Kubitschek parado que também será prioridade". O candidato também repetiu o compromisso que diz ter com a prioridade no pólo de componentes da TV Digital à Zona Franca de Manaus, além da manutenção de estradas da região. A seguir os principais tópicos da entrevista.TV digital"Nosso compromisso com a TV digital é o mesmo com o pólo industrial de Manaus. Nós temos um modelo de sucesso a partir do pólo industrial porque temos 96% das florestas do Amazonas preservadas e o Estado responde por 56% da arrecadação dos tributos federais na região Norte.Então a vocação da região é da alta tecnologia. Nosso compromisso é fomentar esse avanço, em especial a produção de componentes para a TV Digital e reduzir, assim, a dependência externa. Não vamos enfraquecer o pólo industrial de Manaus nem um milímetro. Vamos investir fortemente no Centro de Biotecnologia da Amazônia e descontingenciar os recursos da Suframa."BR 319 (AM-RR) E 364 (AC)"Fiz a carta do Amazonas onde destaquei a reconstrução da BR 319 (Manaus-Porto Velho, interditada) e também a recuperação de trechos da BR 174 (Manaus-Boa Vista, inaugurada em 1998). E também vejo a importância de integrar os portos com as rodovias todas da região Norte.Uma questão fundamental também é dos aeroportos, para as exportações."Gasoduto Coari-Manaus-Porto Velho"Vou me empenhar para acabar essa novela gasoduto Coari-Manaus, que até agora só teve um pingo de solda. Quando governador de São Paulo tinha 15 municípios com gás natural, hoje tem mais de 200. O gás natural não precisa estocagem, não é poluente, o custo é menor. Então pretendo fazer grande esforço para gás natural lá em Manaus. O Coari-Manaus já iniciou, mas está mais adiantado em termos de projeto e a parte ambiental. E vale também isso para Coari-Porto Velho. O país para crescer precisa de infra-estrutura que é energia, transporte e telecomunicações."Forças Armadas e fronteiras"É fundamental ter polícia de fronteira na região. Pretendo reequipar e valorizar as Forças Armadas e também fortalecer a Polícia Federal. Com isso vamos estar protegendo o Brasil inteiro. Em São Paulo é apreendida uma arma a cada 20 minutos, a maioria de contrabando. Então se tivermos uma polícia de fronteira melhor, vamos ajudar o País inteiro na prevenção da criminalidade, da pirataria, do contrabando, de tudo o que tira emprego no País."Desenvolvimento do interior"Precisamos de agroindústria para o interior e, em segundo lugar, turismo. Eu fui à festa do Caprichoso e Garantido do Boi-Bumbá, em Parintins (AM) e você pensa que está no Sambódromo do Rio. E eu encontrei gente do Brasil inteiro e de outros países. Então se você tem instalações adequadas, se você melhora a infra-estrutura para o turismo não há nada que possa gerar tanto emprego. O turismo na região pode crescer enormemente."Pesquisas"Todo mundo dizia que não iria haver segundo turno. Mas na hora em que abriram as urnas tive quase 40 milhões de votos. Em São Paulo tive quase 4 milhões de votos a mais, no Estado onde meu adversário, pernambucano, e eu, de origem mineira, começamos. E vou essa semana ao Amazonas para diminuir essa diferença que a gente teve na região norte."

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