Alckmin faz balanço e destaca ataque a crime organizado

Indagado hoje sobre os recentes atentados a bomba na capital paulista, que atingiram os prédios do Ministério da Fazenda e do Fórum João Mendes, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que "ainda é cedo para associar bombas a facção criminosa", como o PCC. Alckmin disse que ainda não tinha informações sobre a ameaça de bomba esta manhã no prédio do Tribunal de Contas do Município.As declarações foram dadas durante uma entrevista ao telejornal SPTV, da Rede Globo, na qual Alckmin fez um balanço dos 100 dias de governo. A violência foi um dos principais temas da entrevista. Em sua análise, Alckmin afirmou que seu governo conseguiu diminuir a violência nesse período e destacou como redução mais expressiva a queda de 24% no número de latrocínios no Estado. Ele disse ainda que 11 novos estabelecimentos penitenciários devem ser construídos até o final do seu mandato. "São Paulo teve a coragem de por o dedo na ferida, desarticulando o crime organizado. O governo não aceita chantagem e fez um esforço redobrado nessa área", disse, referindo-se à violência.Segundo ele, o governo do Estado já colocou em andamento, na Favela Alba, um projeto para atuação da polícia nas regiões mais violentas da cidade e estuda estender a participação às secretarias de esportes, educação e cultura. Alckmin disse ainda que estuda um reajuste salarial "possível dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Orçamento" para policiais civis e militares.Na próxima semana, 38 sindicatos das Polícias Civil e Militar se reúnem em protesto pacífico na Praça da Sé, em São Paulo, para reivindicar aumento de salários. "O Governo tem interesse em apresentar uma proposta o mais rápido possível", afirmou.ParceriaO governador negou desavenças com a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, e disse que a prefeitura e o governo estão trabalhando bem em parcerias como na construção dos piscinões e na área de saúde. Na entrevista, Geraldo Alckmin admitiu atraso nas obras do Rodoanel, mas reafirmou que toda obra deve estar concluída no primeiro semestre de 2002.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.