Alckmin fecha unidade da Febem e defende empregabilidade

O governador Geraldo Alckmin anunciou esta manhã que as portas da Unidade 31 de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foram defitivamente fechadas nesta terça-feira. Os internos que lá estavam foram transferidos para o Complexo do Tatuapé, na zona leste, e para a Unidade de Vila Maria, zona norte da capital paulista. Alckmin assegurou que está convencido de que a saída para os internos da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) é a empregabilidade, ou seja, sair das unidades com emprego e carteira assinada. Em entrevista concedida ao programa ?Bom Dia São Paulo?, da TV Globo, e à reportagem da Rádio CBN, o governador declarou que 2004 será o ano das parcerias para a entidade, lembrando que este ano as empresas já ofereceram mil vagas para ex-internos da Febem. "O segredo é a empregabilidade. É poder sair da Febem com emprego e carteira assinada. Este ano, 600 internos saíram com profissão e carteira assinada", afirmou. Alckmin reconheceu, por outro lado, que não é fácil lidar com os adolescentes infratores. Segundo ele, a Febem conta com oito mil funcionários para cuidar de 70 unidades e dar assistência a 6,7 mil internos e outros 14 mil menores que estão em liberdade assistida. Alckmin defendeu ainda a criação de unidades especiais como a de Vila Maria, na zona norte de São Paulo. Lá, jovens com 18 anos ou mais ficarão separados do restante do grupo, pois isso é uma necessidade. "Não é isolamento. É disciplina para segurança deles próprios e da sociedade. É preciso separar por idade, tipo de delito e até o curso que está fazendo", disse. O governador destacou que o percentual de jovens que saem da Febem e voltam a cometer infrações caiu de 23% para 19%. Unidades de Bauru e de Iaras, que foram recém-inauguradas e já foram construídas no novo modelo - unidades menores, com educação profissionalizante - também apresentam problemas. Em Bauru, há duas semanas ocorreu o quinto motim em um ano e meio de funcionamento. Em Iaras, agentes de segurança foram feridos, um adolescente morreu e 22 internos fugiram no mês passado. Alckmin afirma que não se trata de falta de funcionários, como alega o sindicato dos empregados da Febem. Ele garantiu que este ano 69 funcionários da Febem foram demitidos por conivência com rebeliões e outras irregularidades.

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