Alckmin homenageia Quércia e mantém elos com PMDB

Governador fez elogios ao peemedebista e ouviu os agradecimentos de Temer, que quer lançar Chalita à Prefeitura de SP

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2011 | 00h00

AGÊNCIA ESTADO

De olho numa possível aproximação com o PMDB nas eleições de 2012, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou ontem a ponte estaiada Governador Orestes Quércia, uma homenagem ao ex-presidente estadual do partido, morto em dezembro. O evento reuniu caciques do PMDB, aspirantes à Prefeitura de São Paulo e desafetos históricos, entre eles o pré-candidato do PMDB à sucessão do prefeito Gilberto Kassab, deputado Gabriel Chalita (SP), e o ex-governador José Serra (PSDB).

Idealizador da candidatura de Chalita, o vice-presidente da República, Michel Temer, representou o PMDB nacional. Entre tucanos e peemedebistas, Kassab também marcou presença.

Após tucanos terem protestado, nos bastidores, contra a decisão do governador de colocar o nome de Quércia na obra, de R$ 85 milhões, Alckmin afirmou ser "justíssima" a homenagem: "Relacionamos esta homenagem ao seu papel importante na redemocratização do País. Ele dedicou uma vida inteira a São Paulo e ao Brasil e foi o governador das grandes realizações".

Temer elogiou a "sabedoria" de Alckmin: "Vossa excelência teve a sabedoria de não nomear uma rua, uma pequena ponte".

Diante de Serra, o líder do PMDB rasgou elogios a Alckmin e Kassab pela capacidade de demonstrar "que podem unir as mais variadas correntes". "Vocês são aqueles que unem as pessoas e a democracia precisa disso." Questionado se a homenagem era um sinal de aproximação entre PSDB e PMDB visando 2012, Temer disse que em política "tudo é possível".

Rivalidade. Em uma de suas primeiras inaugurações como pré-candidato à Prefeitura, Chalita dividiu o palco com inimigos. Evitou cumprimentar Kassab, com quem teve atritos recentes, e Serra, por quem nutre antiga animosidade. Chalita cumprimentou ex-colegas tucanos, mas, quando Serra se aproximava, mudava de lado. Diplomático, Kassab se fez de desentendido, mas, ao discursar, não citou o deputado entre as autoridades.

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