Alckmin imporá regime disciplinar para presos que fazem rebelião

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que vai impor um regime disciplinar diferenciado para presos que participam de rebeliões. Ele também aumentará a freqüência das revistas nas penitenciárias. As duas medidas foram divulgadas neste domingo, por Alckmin, que participou da missa de reabertura da Catedral da Sé, em São Paulo. As rebeliões ocorridas no sábado, na Penitenciária Feminina do Estado, que fica em Santana, na Zona Norte da Capital, e no distrito policial de Embu, na Grande São Paulo, motivaram a adoção dessas novas medidas. Onze presos morreram e 60 fugiram nas rebeliões.As medidas foram definidas em uma reunião feita no sábado, entre Alckmin e o secretário Estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho. "Estamos identificando os presos que estão botando fogo em colchão, matando outros presos, e eles vão ser indiciados em novos crimes", contou o governador. Os detentos que cometem esses tipos de crimes em uma rebelião terão um regime disciplinar diferenciado.O governador explicou que até o final do ano terá contratado mais 3 mil novos policiais e que 15 novos Centros de Detenção Provisórios (CDPs) serão entregues ao Estado. Segundo ele, desde o início da gestão de Mário Covas até a sua, ou seja, em sete anos e meio, 41 mil novas vagas para presos foram criadas pelo governo.O governador não quis relacionar as rebeliões a questões eleitorais, ao ser questinado por repórteres se os acontecimentos de ontem teriam fundo político. "Não podemos afirmar isso", disse ele. Os CDPs têm a função de abrigar presos ainda não julgados, que hoje ficam nas cadeias das delegacias de polícia. O objetivo é desativar as carceragens, principalmente as que sofrem com excesso de presos, como é o caso da delegacia de Embu, cuja rebelião terminou com o registro de 11 mortos e de 59 fugas.

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