Alckmin inicia montagem de ampla aliança

Ele já fez contatos com DEM, PMDB, PTB, PPS e PSC, mas avisa que vai esperar decisão sobre se será ou não candidato

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

16 de março de 2010 | 00h00

Com a candidatura praticamente definida no PSDB para o governo paulista, o secretário de Desenvolvimento e ex-governador, Geraldo Alckmin, investe numa ampla aliança com DEM, PMDB, PTB, PPS e PSC. Com todos eles, já iniciou um trabalho de aproximação. Nas conversas, entretanto, o tucano tem sido cauteloso. Ele demonstra interesse em caminhar junto com as legendas, mas pondera que ainda aguarda decisão do partido sobre se será ou não candidato.

Alckmin, que na eleição municipal em 2008 obteve o apoio apenas do PTB e de três legendas nanicas (PHS, PSL e PSDC), tem se empenhado pessoalmente nesses contatos preliminares com potenciais aliados. No início deste mês, teve jantar com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e a principal liderança da sigla em São Paulo, deputado Campos Machado. O plano é fazer com os petebistas uma aliança única para a disputa estadual e presidencial, apoiando o governador e virtual candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Quércia. Com o PMDB paulista, a relação está azeitada. Alckmin encontrou tempo neste mês na sua agenda, repleta de viagens pelo interior, para fazer uma visita ao presidente estadual da sigla, Orestes Quércia, após ter sido hospitalizado por causa de uma hérnia de disco.

Em troca de apoio ao ex-governador e a Serra - contrariando a direção nacional do PMDB, que marchará com o PT da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - , Quércia ficaria com a vaga de candidato ao Senado em uma aliança com PSDB e DEM.

Alckmin também procurou neste ano lideranças do PSC e do PPS. Apesar da movimentação, ele tem sido cuidadoso. Nas abordagens, fala do interesse em ter o aliado, mas destaca que sua candidatura ainda precisa ser chancelada pelo PSDB.

O ex-governador disputa com o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, a indicação. Nas últimas semanas tem crescido o apoio pró-Alckmin.

Com o DEM, o grupo de Alckmin iniciou reaproximação ainda no ano passado para cicatrizar feridas abertas em 2008, quando o tucano disputou com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) a prefeitura paulistana.C

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.