Alckmin justifica aditamentos feitos para linha 5 do Metrô

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que os aditamentos aos contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a obra da linha 5 do Metrô (Capão Redondo-Largo 13) foram realizados porque houve mudanças no projeto básico, elaborado entre 1991 e 1994. Segundo Alckmin, quando a construção foi iníciada, em 1998, o projeto original sofreu "interferências", como a mudança no trajeto inicial. "A linha 5 passa por uma área densamente urbana", observou o governador. "A rigor é uma das obras mais baratas que o Estado fez."Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) mostra que os aditamentos contratuais provocaram majoração de 63,11% a 76,51% sobre os valores ajustados entre o governo estadual e as empreiteiras que executam a obra. O Ministério Público abriu investigação.A linha 5 tem 9,6 quilômetros com custo total de US$ 630 milhões. "O quilômetro custou US$ 60 milhões", informou Alckmin, que reiterou explicação do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Segundo o governador, o quilômetro do Ramal Paulista do Metrô (obra contratada na administração Quércia) custou US$ 230 milhões. "Estamos fazendo o quilômetro a um quarto do preço", afirmou o tucano. "Os aditamentos não representam nem 11% de acréscimo."A auditoria examinou os contratos individualmente. O contrato da CPTM com a Andrade Gutierrez sofreu acréscimo de R$ 27,65 milhões (76,51%). Com a CBPO foram firmados aditivos de 66,58% - ao contrário do que informa o relatório dos auditores, a CBPO não contratou a Camargo Corrêa em regime de subempreitada. O contrato da Camargo Corrêa foi celebrado diretamente com a CPTM, com aditamentos de R$ 23,55 milhões ( 63,11%). A Lei 8.666 (Lei de Licitações) autoriza acréscimos de até 25%.O conselheiro Edgar Camargo Rodrigues, relator dos contratos no TCE, votou pela irregularidade dos aditamentos. Ele também manifestou-se pela regularidade de apenas um dos cinco aditamentos ao contrato da CPTM com a Construtora OAS e de um dos aditivos (de um total de seis) com o Consórcio Bertignoles/Queiroz Galvão.

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