Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Alckmin levará equipe próxima para secretariado

Entre os nomes dados como certos estão os deputados do PSDB José Aníbal, Edson Aparecido e Sidney Beraldo

Roberto Almeida SÃO PAULO, Eduardo Kattah BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

Eleito anteontem no 1º turno paulista, o tucano Geraldo Alckmin tem pela frente um quebra-cabeças de secretariado para montar. A expectativa é que ele substitua boa parte da equipe serrista que está no Palácio dos Bandeirantes desde 2006, trazendo nomes de seu círculo próximo.

Entre eles estão os dois personagens da campanha de 2008, derrotada na disputa pela Prefeitura de São Paulo, que se mantiveram leais ao voo solo do tucano: os deputados reeleitos Edson Aparecido e José Aníbal, do PSDB. Como escudeiros de Alckmin, Aparecido e Aníbal são cotados para assumir pastas importantes da próxima gestão, assim como o deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB), que coordenou a campanha do tucano.

Beraldo foi crucial para apaziguar o núcleo peemedebista que apoiou o tucano, em meio à indefinição que envolveu a renúncia do então candidato ao Senado Orestes Quércia (PMDB).

O tucano era suplente de Aloysio Nunes (PSDB) e deixou a posição privilegiada para o secretário-geral do PMDB, Airton Sandoval, evitando um desembarque completo da legenda da candidatura alckmista. Em virtude do gesto e do trânsito que tem entre as alas tucanas, hoje Beraldo é um dos cotados para a Secretaria da Casa Civil.

Outro nome citado como possível nova peça do secretariado é o do deputado estadual reeleito Fernando Capez (PSDB), que pode assumir a pasta de Segurança Pública. Procurador licenciado, Capez foi o terceiro mais votado para ocupar uma das cadeiras na Assembleia.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, por enquanto, é a que parece ter sinais mais visíveis de mudança. O secretário José Luiz Portella, malvisto pela equipe de Alckmin, deve ser substituído por Jurandir Fernandes, que geriu a pasta no governo anterior do tucano. Como quadro técnico, Fernandes foi, ainda, nome central para a construção do programa de governo alckmista e, por isso, deve ter espaço garantido na próxima gestão.

Por outro lado, comenta-se nos bastidores que alguns nomes podem estar fora do próximo governo, mesmo com uma eventual derrota no 2º turno do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Paulo Renato, atual secretário da Educação, não deve ficar, assim como o responsável pela Fazenda, Mauro Ricardo, homem de confiança de Serra. Xico Graziano, do Meio Ambiente, também pode sair por causa de sua proximidade com o candidato. Só que a boa atuação à frente da pasta manteve seu nome palatável entre tucanos.

No balanço geral, a expectativa entre quadros do PSDB próximos a Alckmin é que não se dê margem às mesmas críticas que acometeram a composição do secretariado em 2002, início de seu mandato.

Naquela ocasião, o tucano montou uma equipe considerada "excessivamente técnica" por correligionários e preteriu nomes com mais articulação política. O objetivo, agora, é balancear as decisões.

Enxugamento. Alckmin adicionou ontem um novo ingrediente ao vaivém de secretários. Em entrevista à rede Globo News, o tucano disse que reduzirá o número de secretarias - mas não citou quais serão rifadas - e dará mais destaque a uma que pretende criar assim que tomar posse: a de Gestão Metropolitana.

Por enquanto, não houve reunião para definir nomes. A expectativa é que Alckmin mantenha o foco na campanha serrista durante o 2º turno.

Onda verde. Ontem, em Belo Horizonte, Alckmin compareceu ao velório do ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, pai do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB). O tucano disse considerar Serra favorito e destacou a terceira força - o eleitorado que votou em Marina Silva (PV) no 1º turno.

Confiante na migração dos votos dados à candidata verde para Serra, Alckmin defendeu que propostas de Marina sejam incorporadas pelo presidenciável tucano. "No que depender de nós, eu até já estou com uma gravata verde aqui", brincou.

Mudanças

GERALDO ALCKMIN

"Eu pretendo diminuir o número de secretarias. Uma que eu vou dar grande destaque é a Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana, porque o mundo moderno é metropolitano"

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