Alckmin minimiza Datafolha e diz que pesquisas erram

O candidato da coligação PSDB-PFL à presidência da República, Geraldo Alckmin, comentou nesta quarta-feira o resultado da mais recente pesquisa Datafolha, que indica uma ampliação da vantagem de seu adversário, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, neste segundo turno. O tucano salientou que "apesar do respeito por esse instituto sério (Datafolha), as pesquisas erram".Em entrevista concedida às rádios Bandeirantes e BandNews, o presidenciável disse que sempre gostou de estatística, mas considera "uma barbaridade" os erros dos institutos de pesquisas no primeiro turno dessas eleições, pois de acordo com os mesmos, ele não chegaria ao segundo turno. "A campanha inteira era: Não vai ter segundo turno. Você pode escolher quem errou menos", ironizou.Além de minimizar os resultados da pesquisa. Alckmin negou que a queda de três pontos porcentuais, que registrou na preferência do eleitorado, tenha sido motivada pela postura mais agressiva que adotou no debate com o presidente Lula.Ele disse que manterá o estilo ´Mike Tyson´ do primeiro debate. Ele disse que gostou muito de sua postura e que continuará o mesmo. Para alfinetar Lula, Alckmin disse que não gosta de gente que não fala a verdade e ´joga amigos na fogueira para salvar a pele´. O tucano não acredita, também, que os apoios que recebeu na semana passada, sobretudo do casal Garotinho, possa ter influenciado sua queda na pesquisa Datafolha. "Não, não. São pequenas oscilações, está tudo na margem de erro."CampanhaNa sua avaliação, a campanha deste segundo turno começará mesmo a partir desta quinta-feira (dia 12), quando entra no ar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. "O segundo turno começa com TV e rádio, é uma outra eleição, zera tudo, vamos crescer de novo e chegar lá, estou sentindo isso nas ruas", destacou. E emendou: "O mais difícil foi chegar ao segundo turno. Vou olhar nos olhos (do povo), ganhar a confiança da população brasileira e chegar lá (ao Palácio do Planalto)."Ao comentar o fato de que as pesquisas indicam um País dividido entre sua candidatura e a de Lula, o tucano afirmou: "Vou unir o País no dia seguinte da eleição, para trabalhar e fazer as reformas necessárias." Ele citou que ganhou em 11 Estados, sendo que a maior votação proporcional foi em Roraima. "E ganhei em Aracaju, capital de Sergipe e em centenas de municípios do Nordeste." Alckmin disse que, se for eleito, sua primeira medida será o envio, ao Congresso Nacional, as reformas política (com voto distrital e fidelidade partidária) e a tributária. Ele disse, ainda, que é favorável à reeleição.Risco AlckminAinda na entrevista que concedeu hoje, o tucano descartou a hipótese de que as declarações do economista Yoshiaki Nakano, um dos formuladores do seu programa de governo, possam causar temor no mercado e criar o "fator Alckmin", assim como teve o "fator Lula" nas eleições de 2002. "Todos os indicadores econômicos são de crescimento no nosso governo," argumentou.Nakano defendeu na terça-feira, dia 10, o equilíbrio entre o juro interno e as taxas externas; um câmbio flutuante, porém administrado; o controle de capitais de curto prazo; e o corte nas despesas correntes em 2007 da ordem de 3% do PIB (R$ 60 bilhões).Segundo ele, "não tem nominado (corte de gastos de 3% do PIB como disse Nakano ou 4,4% do PIB, incluindo juros, como cita seu programa de governo). O que vamos fazer é o que o Brasil precisa: uma política fiscal de melhor qualidade." O ex-governador de São Paulo disse que não é mais possível o governo ficar aumentando seus gastos. "Porque se continuar aumentando gasto, aumentando gasto, vai ter de aumentar imposto para pagar esses gastos e com a carga tributária muito alta, o País não cresce."

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 10h42

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