Alckmin minimiza desvantagem e diz que virada vem no final

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, minimizou nesta quinta-feira sua desvantagem em relação ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontada nas recentes pesquisas de intenção de voto, e afirmou que acredita ainda na vitória no segundo turno das eleições. Durante sabatina promovida pelo Grupo Estado, o ex-governador paulista estimou que a diferença de Lula sobre ele está em "um dígito", diferentemente do que apontam as pesquisas - em torno de 20 pontos porcentuais - e destacou que viradas ocorrem sempre no período final do pleito."Eu acho que nós vamos ter uma votação bem maior (no segundo turno). Acho que a diferença hoje é de um dígito e perfeitamente possível de ser alterada", comentou Alckmin. "As viradas na eleição ocorrem sempre no final. Nós tivemos um crescimento no final da campanha de primeiro turno de quase 10 pontos", acrescentou.De acordo com Alckmin, o intervalo de 12 dias sem propaganda eleitoral na televisão, por conta da proclamação dos resultados oficiais do primeiro turno, também pode ter atrapalhado sua candidatura, que vinha crescendo nas pesquisas de intenção de voto até o dia da eleição da primeira etapa.O candidato reclamou ainda que o presidente Lula foi beneficiado pelo envolvimento de ministros em sua campanha, que, segundo ele, transformaram-se em "cabos eleitorais pagos com o dinheiro público". "Mas eu estou absolutamente confiante, acho que a diferença é pequena e nós vamos chegar lá", reiterou.

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